“Admirável Chip Novo” ainda é atual após 17 anos

Por Sarah Viana e Thomás Regueira

 

Ontem (07), o disco “Admirável Chip Novo” da rockeira baiana Pitty completou 17 anos de lançamento. Para comemorar o aniversário do seu álbum de estreia, a cantora fez uma transmissão ao vivo na plataforma de streaming Twitch TV comentando os clipes das músicas, mostrando as demos que ela mandou para a gravadora todas gravadas apenas com voz e violão em seu “quartinho de Salvador”, como ela chama, além de ler as histórias enviadas pelos fãs surgidas em torno das músicas deste álbum.

O nome do disco é uma alusão ao romance inglês “Admirável Mundo Novo” publicado em 1932 por Aldous Huxley. A obra retrata um cenário de alto desenvolvimento da tecnologia e seu funcionamento como instrumento de controle social, temática que Pitty abordou com bastante domínio nas músicas.

O álbum de sua estreia no cenário musical brasileiro marcou o início do anos 2000 com suas composições atemporais, indo desde temáticas como o amor, comportamentos superficiais e críticas à guerra e ao ódio entre a humanidade. Mesmo após 17 anos, músicas como “Equalize”, “Admirável Chip Novo”, “Teto de Vidro” e “Máscara” ainda transformam a realidade do povo brasileiro. 

A cantora chegou a vender mais de 800 mil cópias e seu álbum foi o mais vendido de estilo rock em 2003 no Brasil, ficando no topo das paradas musicais do País. Composto por 12 músicas, o álbum transformou a carreira da cantora baiana, que se consagrou em uma representação da luta feminina, e mostrou como o cenário do rock brasileiro poderia mudar a partir dali, quebrando estereótipos musicais e sociais. 

Nesta época, foi produzido o primeiro documentário da carreira da cantora, o “Admirável Vídeo Novo”, que contém cenas dos bastidores e da produção do disco. Confira o documentário completo abaixo:

 

Enquanto Pitty lia os depoimentos das pessoas sobre histórias que elas viveram a partir do disco, durante a live realizada na quinta-feira, dia 7 de maio, ela pôde notar que muitas das histórias destacavam que mesmo o álbum sendo de 2003, as letras ainda dialogavam com a sociedade do ano de 2020, chamando a sua atenção, pois, segundo a rockeira, “é difícil uma música conseguir transpassar as barreiras do tempo”.

Outro destaque sobre a repercussão do disco comentada na sua live foi que ele serviu como objeto de debate em escolas e demais instituições de ensino, algo que ela se diz muito contente. Ao final da transmissão, aproveitou para ressaltar que, devido à quarentena, a importância da arte ficou ainda mais evidente com as pessoas consumindo produtos artísticos e culturais para passar o tempo e se sentirem bem dentro de casa.

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