CBF não cumpre com calendário previsto para início do feminino Série A3 2022

O adiamento “sem previsão” da data divulgada para início do certame causa prejuízos financeiros e técnicos para clubes e também ansiedade, tristeza e indignação nas atletas


Por Carolina Romanholi

A Confederação Brasileira de Futebol, não cumpriu com a data prevista para o início do campeonato brasileiro feminino Série A3, que seria no dia 21 de maio do corrente ano, causando prejuízos técnicos e financeiros nas equipes, principalmente naqueles que se sustentam com recursos próprios (muitas vezes bastante escassos) e através de doações de parceiros da comunidade.

Os clubes vinham se preparando para o início do certame, na expectativa de receber a tabela dos jogos para iniciar os jogos, mas o que receberam no dia 18 de maio foi o ofício circular nº 1902/2022, que tem como assunto o calendário de competições CBF 2022. Onde fala que as competições de base que ainda não iniciaram, estão passando por um processo de análise técnica e orçamentária, que englobam alguns outros critérios, e tão logo as análises e revisões sejam concluídas eles informam o novo calendário com as datas para o início e término das competições (conforme documento).

Esse adiamento do calendário/cronograma causa prejuízos para os clubes tanto financeiro como emocional, pois os times trazem meninas do interior para treinar na capital e tem que manter essas atletas. “A prorrogação dessa data vai fazer com que o clube tenha mais despesas, já que nós somos um clube amador, não tem muitos patrocinadores poderosos, a gente sofre demais com a quebra do calendário, tivemos uma quebra total do planejamento financeiro”, comenta Chagas Ferreira, Presidente da Associação Menina Olímpica – AMO.

As atletas vivem momentos de expectativas e ansiedade para o início dos jogos e mesmo com todos esses transtornos a equipe segue treinando e se preparando para os jogos. “Nosso time está mais ansioso ainda pois estamos sem saber qual data exata iremos jogar, sendo assim, a cada treino nosso time está procurando aperfeiçoamento tático e técnico, pois com o adiamento do início da competição, estamos aproveitando ainda mais os dias de treinos para nos preparar mais ainda”, diz Luana Black, atacante do AMO. 

Sobre o adiamento e falta de informações por parte da Confederação Brasileira de futebol, a atacante Letícia Silva da AMO, comenta “a postura adotada pela CBF nos mostra como o futebol feminino ainda é muito desvalorizado no país. A incerteza e vagarosidade do órgão quebrou o planejamento de todos os times que têm se preparado desde o início do ano. Falta credibilidade e respeito aos clubes envolvidos, nos deixando com as sensações de impotência e tristeza. Mas, independentemente disso, a preparação continua e a vontade de ver o futebol feminino crescer aumenta mais ainda”. 

No dia 30 de maio a AMO divulgou uma carta aberta a sociedade brasileira, mostrando sua indignação com o não cumprimento do calendário esportivo por parte da CBF. Veja abaixo.

O Newslink entrou em contato com a diretora de competições da CBF, mas até o fechamento dessa matéria, não obteve resposta. Caso queiram se pronunciar, estamos com o espaço aberto.


Foto em destaque: Lucas Figueiredo/CBF

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