Um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior, tendo o Parque Nacional de Jericoacoara (CE) em terceiro lugar como o mais visitado O Parque de Je
Um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior, tendo o Parque Nacional de Jericoacoara (CE) em terceiro lugar como o mais visitado
Por Pablo Santos
O ano de 2024 marcou um novo capítulo na valorização das áreas protegidas do Brasil. Dados divulgados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) revelam que as Unidades de Conservação (UCs) federais registraram mais de 25,5 milhões de visitas, distribuídas em 161 unidades por todo o país — um crescimento real de 3,8% em relação a 2023.
Entre as categorias monitoradas, os Parques Nacionais mantiveram a liderança como os destinos favoritos do público, somando 12,5 milhões de visitas ao longo do ano, um avanço de 3,8% comparado ao ano anterior.
No ranking, o Parque Nacional da Tijuca (RJ), Parque Nacional do Iguaçu (PR) e o Parque Nacional de Jericoacoara (CE) lideram os três mais visitados do país, somando um total de 8,1 milhões de visitantes no ano de 2024.
O levantamento do ICMBio inclui não apenas os parques, mas também outras modalidades de unidades de conservação previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), como Áreas de Proteção Ambiental (APA), Reservas Extrativistas (Resex), Reservas Biológicas (Rebio), Florestas Nacionais (Flona) e Monumentos Naturais (Mona).
O monitoramento foi realizado em 161 das 340 UCs federais sob responsabilidade do ICMBio, o que representa 47,3% do total. A coleta de dados segue diretrizes nacionais padronizadas para o registro da visitação e reflete o crescente interesse da população brasileira e de turistas internacionais pelas belezas naturais e pelos serviços ecossistêmicos oferecidos por essas áreas protegidas.
Ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o ICMBio destaca que o aumento da visitação representa não apenas um fortalecimento da conexão entre sociedade e natureza, mas também um importante motor para o turismo sustentável, a educação ambiental e a economia das comunidades locais.
O crescimento constante no número de visitantes aponta para uma maior conscientização ambiental e reforça a importância de políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade e ao uso sustentável dos recursos naturais.
Parques Nacionais e Unidades de Conservação
O ano de 2024 consolidou a força do turismo de natureza no Brasil, com destaque para o crescimento expressivo da visitação nas Unidades de Conservação federais.
O Parque Nacional da Tijuca (RJ) liderou novamente o ranking dos mais visitados, com mais de 4,6 milhões de visitantes, seguido pelo Parque Nacional do Iguaçu (PR), que superou os 2 milhões de visitantes, e o Parque Nacional de Jericoacoara (CE), que ultrapassou a marca de 1,5 milhão de visitas.
Os dados refletem uma crescente valorização do ecoturismo, que ocupa o quinto lugar entre as principais motivações dos turistas estrangeiros para visitar o Brasil. Segundo a Embratur, 19% dos visitantes internacionais vieram ao país em 2023 atraídos pela natureza e pela biodiversidade.
Entre os brasileiros, o interesse é ainda maior: 27% das viagens em 2023 tiveram como objetivo explorar destinos de natureza, conforme levantamento do Ministério do Turismo.
Na lista das dez Unidades de Conservação federais mais visitadas, quem lidera é a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, no litoral sul de Santa Catarina — um dos principais refúgios da baleia-franca-austral (Eubalaena australis).
O ranking inclui ainda a APA de Fernando de Noronha (PE), a APA da Região Serrana de Petrópolis (RJ) e a Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo (RJ).
Além do lazer e do turismo, a visitação às Unidades de Conservação abrange também educação ambiental, pesquisas científicas, vivência com comunidades tradicionais, e práticas voltadas à saúde e bem-estar, como caminhadas, trilhas de bicicleta, escaladas e observação de aves.
Especialmente nos parques urbanos, o fluxo de visitantes também representa impulso direto à economia local, gerando empregos e movimentando o setor de serviços.
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