The Storm Projekt compartilha sua sinergia única por meio da música no Traçado das Artes

Entenda como a sinergia entre professor e aluno, Carlos Bittencourt e Mattheus Storm, transcende da sala de aula para os palcos Por Teo Freitas

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Entenda como a sinergia entre professor e aluno, Carlos Bittencourt e Mattheus Storm, transcende da sala de aula para os palcos

Por Teo Freitas

Da direita à esquerda: Matheus “Matty Storm”, professor Carlos Bittencourt e entrevistador Teo Freitas | Fotos: Weffiston Brasil

A banda de blues e rock, Storm Projekt, é fruto da paixão de alunos da Universidade de Fortaleza (Unifor) pela música. A iniciativa foi idealizada por Matheus “Matty Storm”, que além de músico, é estudante de Publicidade e Propaganda na Unifor, que, junto com o colega de banda e professor, Carlos Bittencourt, também chamado de Bitten, concederam entrevista ao NewsLink, e são atração do Traçado das Artes desta semana.

O destaque da banda está na presença de palco e o repertório variado. Quem a conhece, a elogia, não apenas pela energia e entusiasmo que entrega nas apresentações, mas também por oferecer às plateias um contato direto com a história do blues, encenações improvisadas e performances marcantes, reinterpretando sucessos clássicos do rock.

A banda costuma se apresentar em bares e restaurantes de destaque na noite da capital cearense, como o Hoots, Marcel e a Turatti, marcando presença em eventos culturais, jantares temáticos e “Blues Nights”.

A relação entre professor e aluno costuma ser marcada por estereótipos de autoridade, limitada à sala de aula, mas o que a parceria entre os integrantes da Storm Projekt mostra, especialmente a compartilhada por Matty e Bittencourt, é bem diferente disso. Matheus fala sobre os momentos em que Bitten brilhou na banda de forma descontraída, desde sua entrada “de penetra”, como descreve.

História, amizade e uma pitada de blues são compartilhados durante a entrevista

Matheus formou a banda em 2024 com os colegas Felipe, Mateus e Igor (este último entrando depois), e já tinha uma proposta de resgatar o som original do blues no rock. O professor Bittencourt, que também compartilha dessa paixão e já tinha liderado outro projeto no passado (Bitten Blues), só viria a se juntar no ano seguinte, após ser convidado tocando gata em algumas apresentações.

Ao falar sobre as influências e o estilo que desejam passar, Bitten cita uma piada interna: “qual é o tom?”, que virou o bordão utilizado pela banda antes de toda apresentação. “Os meninos gostam de tocar pop, e pra mim, isso também é um processo de crescimento […] eu gosto sempre de puxar pro blues, mas a gente também é uma banda que faz muito projeto, e isso tem sido muito legal pra gente”.

“Uma coisa que é legal é que não importa o que a gente toca […] blues, rock, pop…, a gente sempre vai soar como a Storm Projekt”. Matheus acrescenta com convicção, após Bitten citar Beatles e Michael Jackson como influências para além do blues tradicional.

Bitten se mostra positivo em sua presença. “Tem sido uma jornada que, como eu disse para esses meninos, eu espero durar mais uns trinta anos assim pra curtir até o momento em que a banda vai se desentender, todo mundo vai esculhambar todo mundo, porque afinal de contas, assim é que as coisas acontecem”. Comenta, compartilhando um tom jocoso com o aluno, agora colega.

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