Símbolo de combate ao cigarro comum e variantes é celebrado no dia 29 de agosto no Brasil

Por 29/08/2025
Símbolo de combate ao cigarro comum e variantes é celebrado no dia 29 de agosto no Brasil

Com o objetivo de informar sobre as consequências do tabagismo, campanha nacional aborda problemas de saúde e histórias acerca do fumo

Por Kelly Sampaio

O Dia Nacional de Combate ao Fumo é comemorado, no Brasil, nesta sexta-feira, 29. A data foi instituída em 1986 pela lei nº 7488, com o objetivo de conscientizar e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a causa principal de morte evitável no planeta, sendo, portanto, considerado um problema de saúde pública.

O tabagismo pode desencadear cerca de cinquenta problemas de saúde, dentre eles, estão: infarto do miocárdio, enfisema pulmonar, derrame, câncer de pulmão, traqueia, laringe e brônquio; impotência sexual e infertilidade; hipertensão e diabetes.

Foto: Reprodução

Dentre os impactos positivos na saúde imediatos e a longo prazo que parar de fumar podem causar, estão:

-Dentro de 20 minutos, o ritmo cardíaco e a pressão arterial baixam;

-Em 12 horas, o nível de monóxido de carbono no sangue cai para o normal.

-De duas a 12 semanas, a circulação sanguínea melhora e a função pulmonar aumenta.

-Entre um a nove meses, a tosse e a falta de ar diminuem.

-Em um ano, o risco de desenvolver uma doença coronariana cai pela metade (em relação a um fumante).

-Em cinco anos, o risco de ter um acidente vascular cerebral é reduzido ao de um não fumante – cinco a 15 anos após parar de fumar.

-Em 10 anos, o risco de câncer de pulmão cai para cerca de metade em relação a um fumante e o risco de câncer de boca, garganta, esôfago, bexiga, colo do útero e pâncreas também diminui.

-Em 15 anos, o risco de doença cardíaca coronária é o mesmo de um não fumante.

Foto: Freepik/Reprodução

O estudante de farmácia Caio Alexandre Pereira fuma há cerca de 5 anos por causa do estresse e ansiedade causado pelo cotidiano, e só pensa em parar de fumar quando futuramente conseguir sair de todas as situações de estresse.

Foto: Freepik/Reprodução

O estudante de jornalismo Samuel Araújo começou a fumar em 2024, quando tinha 19 anos, em abril de 2025, decidiu parar pois estava afetando muito a saúde, principalmente a respiração e a disposição. “Não foi fácil de parar. Eu ainda fumo um cigarro ou outro, mas é mais tragos e quando eu tô acompanhado de bebida e amigos. Não me considero mais um fumante”, complementa.

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O técnico de enfermagem Rafael Barreto fala sobre sua experiência hospitalar com outros tipos de  fumantes. “Muita gente acha que as outras alternativas são mais “seguras”, mas na prática, todos trazem riscos, alguns diferentes em intensidade ou tipo”, afirma. “O narguilé tem um risco elevado de câncer e doenças cardíacas, o charuto um forte risco para a boca e garganta, o vape é menos tóxico que o cigarro comum, mas ainda causa dependência e lesões pulmonares”, complementa.

Foto: Lady Gaga/Youtube

Os chamados fumantes passivos, que não fumam diretamente, também correm sérios perigos de desenvolver câncer de pulmão e doenças cardiovasculares e respiratórias. Além disso, bebês de mães fumantes podem nascer prematuros ou, até mesmo, com peso abaixo da média após o nascimento.

O tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas a cada ano. Mais de 7 milhões dessas mortes são resultado do uso direto, enquanto cerca de 1,2 milhão são de não-fumantes expostos ao fumo passivo. Quase 80% dos 1,1 bilhão de fumantes do mundo vivem em países de baixa e média renda.

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