Organizado por Nonato Nogueira, o livro contém 50 cartas escritas por fãs e amigos do cantor; o livro apresenta relatos da trajetória de cantor e com
Organizado por Nonato Nogueira, o livro contém 50 cartas escritas por fãs e amigos do cantor; o livro apresenta relatos da trajetória de cantor e compositor cearense e o carinho de parceiros
Por Gabriela Tavares

Segundo volume da antologia “Cartas para Belchior” será lançado sexta-feira, 19, no Teatro Chico Anysio, às 19 horas. A obra reúne 50 cartas escritas por fãs e amigos do cantor e compositor cearense Belchior, revelando o carinho dos companheiros e relatando a trajetória do artista no percorrer de 120 páginas. O trabalho é publicado pelo selo Revista Sarau.
Nonato Nogueira, organizador da obra, compartilhou que a antologia pretende divulgar as cartas, exibindo relatos de shows, comentários sobre letras de músicas preferidas dos fãs, além de narrativas de amigos sobre Belchior. O objetivo central é homenagear a grande figura cearense que deixou marcas profundas na música popular brasileira.
Nogueira explicou ainda que a segunda edição é uma continuidade da primeira. O diferencial para este lançamento é o aniversário de 79 anos do cantor e a preparação para a festa dos 80 anos, em 2026. O organizador destacou também que a obra conta com a participação de Jorge Mello, parceiro musical e empresário de Belchior, e Lúcia Menezes, cantora e amiga do artista.

O planejador destaca que o artista foi escolhido para ser homenageado devido, além do marco de 80 anos, à obra-prima “Alucinação”, disco que completa 50 anos no mesmo ano. A relação das obras de Belchior que dialogam com a filosofia e a história, também foi grande influência para a seleção do cantor, juntamente com as canções atemporais lançadas.
Alberto Perdigão, jornalista e um dos escritores participantes da obra, analisou que a coletânea de cartas é uma iniciativa louvável para manter viva a memória da vida e da obra de Belchior. O escritor enaltece o fato de ser uma realização cearense, que se abre para a participação de fãs e estudiosos do Brasil e do mundo.
“Belchior é o legado dos poemas-canções imortalizados na MPB, mas é também, simbolicamente, o que que três gerações de admiradores pensam e sentem com esta obra”, salienta sobre a importância do livro para a preservação da cultura.
Perdigão também é escritor de outro livro sobre o artista. A obra chama-se “Belchior: a construção de um mito na literatura de cordel”. O jornalista ressalta que, desta vez, conta ao Belchior, em sua carta, sobre a repercussão positiva do livro que recém publicou.
“Nesta obra, analiso como livros e folhetos de cordel abordam a vida, a obra, o sumiço e a morte do Belchior. Acho que ele gostaria de ler e ficaria feliz com o sucesso do livro”, frisa Alberto, uma vez que esteve na primeira edição, está nesta edição e pretende estar nas próximas.
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