Ronaldo Salgado recorda as diferentes vivências no jornalismo  

Ronaldo Salgado recorda as diferentes vivências no jornalismo  

No programa Lead da Memória, o jornalista compartilha suas experiências, sua paixão pelo jornalismo desde a infância e os primeiros passos na carreir

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No programa Lead da Memória, o jornalista compartilha suas experiências, sua paixão pelo jornalismo desde a infância e os primeiros passos na carreira 

Por Letícia Nunes 

Mestre, jornalista e escritor são algumas das multifacetas de Ronaldo Salgado, convidado do programa “Lead da Memória”, do NewsLink TV. Durante a conversa, o profissional relembrou o período em que era estudante durante a ditadura militar, o início de sua carreira no jornalismo e a criação da revista “Entrevista”, da Universidade Federal do Ceará A entrevista está disponível na plataforma de YouTube e foi conduzida pelo estudante Leonardo Piccinini, do curso de Jornalismo da Unifor.     

Ronaldo apaixonou-se pelo jornalismo ainda na infância sob a forte influência de seu pai, que era economista e advogado e tinha uma ligação com a comunicação, sendo assinante de jornais e revistas regionais e nacionais. “Lá em casa tinha a revista Cruzeiro, a revista Manchete, a revista Realidade e essas coisas ambientavam, digamos assim a nossa infância toda, porque o papai levava as revistas, esses jornais e eu ia sendo incentivado com isso”, explica o jornalista.  

Fotos: Yasmin Boyadjian

O jornalista relembrou que quando criança ficou encantando com o SuperMan (super-herói), da revista em quadrinhos, onde o personagem é um jornalista que se transforma em herói e deseja mudar o mundo. “Eu envolvido com essa leitura dos quadrinhos também dos jornais e revistas, fui, digamos assim, moldando uma perspectiva para a minha realidade futura. Então eu sempre quis trabalhar na área do jornalismo”. 

Salgado cursou jornalismo durante o período da ditadura militar e recorda que tinha o sonho juvenil de lutar pela liberdade, pela livre manifestação do pensamento, pelos direitos humanos e conquistas democratas. “Quando chegamos nos jornais, no estágio havia uma espécie de acomodação, as pessoas não falavam muito sobre essas questões”.  

Ronaldo recorda que seu primeiro trabalho na área da comunicação foi no Anuário do Ceará, produzido pela Fundação Demócrito Rocha, quando ainda era universitário. Ele  também estagiou no Sistema Verdes Mares e no jornal O Povo. 

Também quando era estudante, Ronaldo era considerado por professores e colegas, um dos melhores alunos da universidade. Após formado e com experiência no mercado de trabalho, o jornalista realizou o concurso para tornar-se docente da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde atuou como professor durante 29 anos. Ao longo da conversa com o estudante Leonardo Piccinini, o Mestre relembra que sua primeira aula na instituição ocorreu no dia 6 de setembro de 1988. 

Enquanto professor do curso de Jornalismo da UFC, Ronaldo coordenou por mais de 20 anos a revista “Entrevista”, o que para ele é uma experiência gratificante no ponto de vista da docência e profissional. “Era produzida dentro do laboratório da disciplina de Jornalismo Impresso, eram 10 vagas, era uma briga danada”, Ronaldo explica que o projeto nasceu a partir do desejo dos estudantes terem uma experiência prática de jornalismo. A ideia inicial não era uma revista, mas um livro, baseado na experiência da professora Cremilda Medina, porém optaram pela revista devido a facilidade.   

Ativo nas redes sociais, Ronaldo publica diariamente fotos de flores do seu jardim, fazendo saudações como uma forma de demonstrar delicadeza em um mundo muito violento. “Mostrar que a gente precisa de delicadeza precisa de generosidade, precisa de compreensão  e comunhão”, explica o jornalista. 

Ainda em suas redes sociais, Salgado publica crônicas todos os dias. “Eu faço crônicas dialogando com o leitor, tentando tocar a consciência, o coração, a alma do leitor e público nas redes como forma de dar chance para que mais pessoas consigam uma leitura sem ser uma leitura dura do dia a dia”. Ronaldo revelou que está com o projeto de reunir suas crônicas em livros, porém ainda está em processo de negociação.

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