Renda filé de Jaguaribe é reconhecida como Indicação Geográfica e fortalece tradição artesanal do Ceará 

Por 13/11/2024
Renda filé de Jaguaribe é reconhecida como Indicação Geográfica e fortalece tradição artesanal do Ceará 

Com a quinta IG do estado, o Ceará se consolida como referência em artesanato tradicional, protegendo a renda filé e valorizando o saber local em escala nacional

Por Mariah Salvatore

Artesanato em renda filé da região de Jaguaribe, no Ceará, alcançou um novo patamar de reconhecimento. Com a recente concessão do selo de Indicação Geográfica (IG), o estado celebra não apenas sua quinta IG, mas também um avanço importante na valorização do artesanato local. Este selo coloca o Ceará em destaque dentro do cenário nacional, onde o Brasil já contabiliza 122 produtos certificados, garantindo um respaldo essencial à originalidade e à qualidade de produtos regionais.

A renda filé é muito mais que uma marca de autenticidade; é uma vitória para os artesãos da região que dedicam seu trabalho e conhecimento para manter viva essa tradição. O processo de confecção da renda filé envolve técnicas passadas de geração em geração, um saber que se reflete na delicadeza e na identidade única das peças. Agora, com o selo, a renda de Jaguaribe não só ganha visibilidade, mas também uma proteção que impede cópias e falsificações, abrindo caminho para mais oportunidades de mercado.

Foto: Freepik

Maíra Fontenele Santana, coordenadora de Inovação Territorial do Sebrae Nacional, destacou a importância dessa conquista para a economia e cultura local. “Esse reconhecimento valoriza o trabalho dos artesãos e dá visibilidade a uma prática cultural que é patrimônio do Ceará. A IG, além de proteger essa herança, fortalece o turismo e impulsiona a renda local,” observa Maíra, ressaltando o impacto positivo para as comunidades da região.

O Sebrae foi um parceiro fundamental para a obtenção dessa Indicação Geográfica, oferecendo suporte e capacitações que ajudaram a pavimentar o caminho para o reconhecimento oficial. Além de apoio técnico, a instituição orientou os artesãos de Jaguaribe na preparação dos requisitos e documentação exigidos para o registro. Esse suporte é essencial para assegurar que os produtores locais estejam prontos para atender a um mercado que exige qualidade e autenticidade.

No Sebrae Ceará, a equipe responsável pelo desenvolvimento local reforça o quanto o selo pode transformar a realidade desses artesãos. Segundo representantes do Sebrae no estado, a certificação traz não só reconhecimento, mas também diferenciação de mercado, sendo uma ferramenta estratégica para expandir as oportunidades e o alcance do artesanato cearense.

A Indicação Geográfica da renda filé de Jaguaribe promete trazer ganhos reais para a economia e o turismo da região. A autenticidade garantida pelo selo atrai consumidores que buscam produtos com história, tradição e qualidade comprovada, gerando uma vantagem competitiva para os artesãos de Jaguaribe. Além disso, a visibilidade tende a atrair mais turistas e apreciadores do artesanato, fortalecendo o fluxo econômico local e inspirando novos talentos a perpetuarem essa tradição.

Esse selo se soma a outras IGs no Ceará, como a rapadura de Santana do Cariri e a louça de barro de Icó, consolidando o estado como um polo de produtos artesanais de origem certificada. A renda filé de Jaguaribe reforça ainda mais a relevância do Ceará nesse cenário e abre espaço para que o artesanato local ganhe projeção nacional e até internacional.

A nova Indicação Geográfica de Jaguaribe reflete um movimento mais amplo de valorização do artesanato e da economia criativa no Brasil. Ao lado de diversas instituições, o Sebrae tem um papel estratégico no apoio a produtos que carregam história e identidade cultural, promovendo a preservação e o crescimento sustentável nas comunidades.

Para o Sebrae, a obtenção deste selo é também um compromisso com o futuro do setor. Ao apoiar os artesãos locais, a instituição reafirma sua missão de incentivar o empreendedorismo sustentável e a inovação, garantindo que saberes tradicionais continuem vivos e que novos caminhos econômicos possam surgir para quem vive do artesanato.

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