Pesquisa do Ipece revela que Ceará tem cerca de 256 mil mulheres a mais do que homens

Por 04/04/2025
Pesquisa do Ipece revela que Ceará tem cerca de 256 mil mulheres a mais do que homens

O Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará divulgou a análise sobre o perfil da mulher cearense, de acordo com documento, o anafalbetismo é menor entre as mulheres

Por Giulia Tessmann

O Ceará é o oitavo Estado com maior proporção da população de residentes do sexo feminino. Esse dado foi revelado no Informe do Ipece N°267, de março de 2025, referente ao perfil da mulher no Ceará no ano de 2023, publicado neste dia 31 passado. De acordo com uma das conclusões, o Ceará tem cerca de 256 mil mulheres a mais do que homens, sendo 4,7 milhões de mulheres (51,4%) e 4,5 milhões de homens (48,6%).

Organizado pela economista Raquel Sales, assessora técnica da Diretoria de Estudos Sociais (Disoc), e pelo doutor em economia Jimmy Oliveira, analista de políticas públicas da Disoc, a análise traz outras informações. De acordo com o documento, o analfabetismo é menor entre as mulheres do que entre os homens no Ceará. Na escolarização, o nível das mulheres também supera o dos homens.

Foto: Freepik

De acordo com a economista, políticas públicas são a principal solução para os problemas indicados na análise. Oferta de creches públicas, cursos gratuitos e microcrédito para que as mulheres possam empreender melhorariam a situação. “Vale salientar que muitas destas ações são adotadas hoje pelo governo do Estado”, relembra.

O Governo do Estado do Ceará oferece programas como o Ceará Credi Mulher, que concede crédito e capacitação para microempreendedoras, que tem como objetivo contribuir para a criação e fortalecimento dos pequenos negócios de mulheres no Estado. O Programa Prospera Ceará também recebe bastante atenção por promover a inclusão social e econômica das mulheres na região.

Apesar da proporção de mulheres ser maior que a dos homens no Ceará, ela só se torna predominante entre a faixa etária de 40 a 59 anos, com a proporção continuando a crescer nas idades mais avançadas. A pesquisa analisa que existe uma diferença proporcional de homens e mulheres na primeiríssima infância (de 0 a 3 anos) , com a proporção de homens maior que mulheres. Já na população idosa (60 anos ou mais), a situação é exatamente o contrário, tendo mais mulheres que homens proporcionalmente.

A pesquisa também mostra que, em 2023, o nível de instrução das mulheres com 25 anos ou mais de idade superou o dos homens cearenses. Entre as mulheres idosas, a taxa de analfabetismo é menor que entre os homens, mas o indicador se torna alto quando comparado com mulheres de outra faixa etária. A análise chama atenção para esses dados, de acordo com eles, alguns estudos mostram que a condição de analfabetismo pode duplicar o risco de demência na velhice.

Em todos os Estados e Distrito Federal, a proporção de mulheres é maior que a de homens. O Rio de Janeiro lidera o ranking, enquanto o Mato Grosso é o único Estado com menor proporção de mulheres em relação aos homens.

Outro dado indicado positivo para as mulheres é o número médio de anos de estudo. A média de anos de estudo das mulheres no Ceará é igual a da região nordeste e abaixo da do Brasil. Em 2023, enquanto a média de anos de estudo dos cearenses acima de 15 anos de idade está em 8,7 anos, entre as mulheres os anos de estudo são de 9,1.

O trabalho foi elaborado pela Diretoria de Estudos Sociais (Disoc), do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Ceará. Com esse documento, o Instituto busca promover debates sobre assuntos de interesse da sociedade, abrindo espaço para a realização de futuros estudos, de um modo geral.

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