Oscilação no preço do café vem impactando o bolso do consumidor brasileiro

Por Redação Newslink 31/07/2025
Oscilação no preço do café vem impactando o bolso do consumidor brasileiro

A variação do valor do grão, influenciada por fatores externos e internos, repercute no orçamento da população, que fica à mercê da instabilidade do mercado

Por Laíssa Esmeraldo

Nos últimos anos, o preço do café vem flutuando com mais intensidade entre altos e baixos. A instabilidade preocupa a população brasileira, pois o atual cenário influencia diretamente os gastos do dia a dia dos brasileiros.

O professor e economista Ricardo Coimbra aponta o aumento da demanda por café como um dos fatores que impactam no preço. E diz que “os preços do café subiram também em função dos problemas climáticos que a gente teve nos principais produtores (de café) do mundo, não só o Brasil com as secas, mas também na Tailândia e na Colômbia”. Logo, não foi só o aumento da demanda que ocasionou essas oscilações, houve também a diminuição da oferta do produto.

Com o café disponível nos supermercados mostrando altas expressivas no seu valor, são os consumidores que acabam sentindo o peso no bolso. Em 2024, de acordo com o Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço de uma saca de 60 kg de café, no Brasil, subiu dobrando a quantia em relação ao início deste ano. 

Variação do preço do café, de acordo com o IPCA-15 | Foto: IBGE

Já em 2025, com previsões mais recentes, os preços vêm caindo aos poucos. Esse fenômeno é reflexo da normalização da produção e uma baixa no consumo. O IBGE constatou uma queda de 0,36%. Foi a primeira redução do grão em um ano e meio. 

O café vem registrando diminuição no valor. A atual situação do mercado, levando em conta o possível tarifaço imposto por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, é que o preço continue a reduzir. Coimbra explica que a não exportação para o mercado americano, que compram 16% do café exportado pelo Brasil, gera a queda no preço devido à grande oferta. Então, se houver um aumento de volume de oferta no mercado interno significativo, a médio prazo pode haver queda mais significativa dos preços.

Em decorrência disso, a situação pode mudar. O economista prevê queda de 15% a 20%, que pode se estabilizar até o final de 2025, num patamar mais baixo do que se tem hoje, podendo gerar alívio para os brasileiros.

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