O tema deste ano é “Pertencimento, Lugar e Perda”, explorando as conexões entre os direitos humanos e as experiências de grupos minoritários com dive
O tema deste ano é “Pertencimento, Lugar e Perda”, explorando as conexões entre os direitos humanos e as experiências de grupos minoritários com diversas questões da atualidade
Por Gabriel da Escóssia
A Organização das Nações Unidas (ONU) abriu inscrições para a nova edição do Concurso Internacional para Artistas de Minorias, que recebe candidaturas até 1º de março de 2025. O evento é promovido pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), em parceria com a Minority Rights Group International (MRG) e a Freemuse.
Desde 2022, o concurso tem reconhecido artistas que utilizam a arte como instrumento de defesa dos direitos humanos. A edição de 2024 reuniu participantes de diversos continentes e reforçou a importância da arte na promoção da diversidade e da inclusão.
O fotógrafo brasileiro André Fernandes foi um dos oito artistas selecionados para o Concurso Internacional de Artistas Minoritários 2024. Com o tema “Memória no Presente”, o evento premiou obras que exploram a memória e a diversidade cultural em todo o mundo.
Na cerimônia de premiação, realizada ano passado em Genebra, Fernandes recebeu uma menção honrosa pelo seu ensaio fotográfico “Orixás”, um registro visual das divindades do Candomblé, religião de matriz africana que ele documenta há mais de uma década.
O ensaio premiado foi produzido em 2014, no Terreiro Ilê Axé Alaketu, em Salvador, com a autorização do pai de santo e ao longo de uma imersão que durou meses.
As imagens capturam a intensidade das celebrações, as vestimentas tradicionais e a corporalidade dos fiéis durante os rituais religiosos. O fotógrafo destacou a importância de sua obra na valorização das religiões de matriz africana e na luta contra a intolerância religiosa.
Para Fernandes, a experiência em Genebra foi enriquecedora não apenas pelo reconhecimento, mas também pelo intercâmbio com outros artistas e pelo contato com o trabalho da ONU na defesa das minorias.
“Conhecer mais sobre a estrutura da ONU faz pensar como usar ainda mais a arte para falar de direitos humanos, para dar mais visibilidade para as minorias e perceber que a gente tem muito mais a contribuir com a diminuição do preconceito contra religiões de matrizes africanas através da arte”, concluiu o fotógrafo em entrevista para o site das nações unidas.
O prazo para inscrição na próxima edição do concurso termina em 1º de março de 2025, e podem participar artistas que se identificam como pertencentes a uma minoria nacional, étnica, religiosa ou linguística.
As inscrições podem ser realizadas no site da Freemuse.org
Imagem de capa: Em 2024, o fotógrafo brasileiro André Fernandes recebeu menção honrosa no concurso Foto: ONU / Divulgação

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