Atividade conduzida pelo artista Rodrigo Andrade reuniu estudantes e pintores em uma vivência de campo pela paisagem do Crato, durante o Festival Sér
Atividade conduzida pelo artista Rodrigo Andrade reuniu estudantes e pintores em uma vivência de campo pela paisagem do Crato, durante o Festival Sérvulo Esmeraldo 96
Por João Xavier

Na quarta-feira, 29, integrando a programação do Festival Sérvulo Esmeraldo 96 no Crato, a oficina Manchinhas do Cariri, da Universidade Regional do Cariri (URCA) partiu em direção ao sítio Bebida Nova, nos arredores do Crato — lugar de nascimento do multiartista Sérvulo Esmeraldo — para pintar a paisagem.
A proposta da oficina, conduzida pelo artista Rodrigo Andrade, é retratar o Cariri cearense em óleo sobre tela. Ao todo, durante a oficina, alunos e amantes da pintura se encontravam na URCA e partiam em direção a diversos pontos com potencial pictórico: bairro Seminário e sua vista panorâmica, sítio Bebida Nova, Hotel Encosta da Serra e a Cascata do Crato.
A atividade prática reafirma a potência da região da Mesorregião do Sul Cearense para a pintura e a beleza do local. A professora de Artes Visuais da URCA, Ana Cláudia, descreve a experiência como muito emocionante: “Porque o Sérvulo Esmeraldo é um artista aqui do Crato, então ele tem uma história. É uma coisa que a gente estuda muito nas artes visuais, sobre a história do artista, a vida e obra” afirma.
Sobre o trabalho em conjunto, tanto do processo de criação e a montagem da exibição na galeria, Ana declara: “não existe aquilo daquela ali ser a professora, aquele ali é o estudante. Todos estamos com a mesma proposta, vivenciando esse fazer, esse olhar”.
Lembrado pela professora, Sérvulo Esmeraldo tem um legado internacional e um festival como este impacta diretamente os estudantes: “Fazer essa imersão na obra de Sérvulo Esmeraldo e dos artistas que a cada festival vêm, faz com que tenhamos oportunidade de conhecer mais do trabalho, experimentar com as técnicas que o artista está propondo, estar diante do artista e poder fazer as perguntas que a gente tem sobre o trabalho dele, sobre a obra dele, sobre o processo de criação e até sobre o sistema da arte”, finaliza.
Rodrigo Andrade também pontuou que a oficina, mesmo sendo uma atividade de muita concentração e individualidade, quando realizada em grupo ganha uma dinâmica diferente. Justamente pela viagem com a van, a escolha de cor, do enquadramento da paisagem, posicionamento de cavalete, e o momento de terapia da pintura, como diz o artista paulistano.

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