O bode mais famoso do mundo dá entrevista em homenagem a Fortaleza dos poetas, cães e utopias

Por Admin Novo 13/05/2026
O bode mais famoso do mundo dá entrevista em homenagem a Fortaleza dos poetas, cães e utopias

Uma obra única que une um sindicato fazendário a crônicas, poemas, músicas, o cordel e  um homem que construiu uma escada de cima para baixo

Por Ana Monteiro

Com a organização de Luiz Carlos Diógenes, alma viva da obra, e a coordenação de Mailson Furtado, escritor premiado com o Jabuti em 2018, o livro À Nossa Fortaleza é uma publicação das Edições Fundação Sintaf, o braço cultural do Sindicato dos Fazendários do Ceará (Sintaf). 

A obra homenageia os 300 anos de Fortaleza unindo 49 escritores, entre servidores fiscais, poetas convidados, cronistas e 18 artistas visuais, como uma forma de tributo da categoria fazendária à cidade, que guarnece em sua essência multifacetada história, luta, cultura de uma gente com esperança e muito acolhimento.

Mas, o que faz esta obra ser diferente de qualquer outra?

Simples! Um bode candidato a político, um “Poeta dos Cachorros”, que toca saxofone de PVC e constrói escadas ao contrário e uma proposta filosófica de rebatizar Fortaleza como “Azelatrof”, para recomeçar do zero.

A conversa começa onde tudo começou: nos corredores do Sintaf. Luiz Carlos Diógenes, diretor de Cultura da Fundação Sintaf e escritor, lembra com precisão o momento em que a ideia brotou. A gestação de uma obra afetiva: “O servidor público também sangra poesia”, segundo Diógenes.

Luiz Carlos Diógenes e os atlas sentimentais de Fortaleza

Luiz Carlos Diógenes: “o servidor público também sangra poesia” I Foto: Divulgação / Site: sintafce.or.br

NewsLink: Como surgiu a ideia de um livro tão múltiplo?

Luís Carlos Diógenes: “Tudo começou nos corredores do sindicato, nas conversas de café. Eu percebia que existia uma Fortaleza que pulsava dentro de cada colega de trabalho, uma Fortaleza lírica, memorialística, às vezes até surreal. Só que essa veia poética ficava trancada nos arquivos do dia a dia fiscal. Um dia, comentei com a direção da Fundação Sintaf: “Por que não garimpar isso?” Aí foi abrir o edital, e o que veio foi uma inundação de afeto. Não são só textos; são atlas sentimentais da cidade. O servidor público também sangra poesia.”

NL: Por que convidar autores de fora do quadro fazendário?

LCD: “Porque Fortaleza não se conta sozinha. Ela é polifônica. Trazer vozes como o Klévisson, o Tarcísio Matos, artistas visuais… era isso que a gente queria. Um livro que fosse, ao mesmo tempo, acervo da alma do servidor e presente para a cidade. A gente falava em “cidadania fiscal”, mas sempre achei que a verdadeira cidadania é a que se constrói com arte.”

A utopia reversa de Luiz Carlos Diógenes: “Quando Fortaleza vira Azelatrof”

Foto da obra Farol do Mucuripe, de João Lustosa, presente no livro “Á Nossa Fortaleza

A participação de Diógenes no livro vai para além da organização. Seu texto livro não é uma crônica convencional. É um manifesto poético-filosófico que propõe algo radical: rebatizar Fortaleza de “Azelatrof”, a palavra ao contrário, para recomeçar do zero.

Ainda em entrevista ao Newslink, Diógenes se detém sobre o conceito de “Azelatrof” e o explica como um exercício de reversão utópica, uma espécie de movimento radical da imaginação que, em vez de projetar, propõe um retorno crítico ao passado para refundar o presente.

A citação que abre a reflexão é precisa e carregada de lirismo: “Voltar ao passado, limpar da memória o terreno percorrido, a partir de um novo marco zero, seria o primeiro passo da relação “epifânica”, de amor inabdicável, do ser humano com sua cidade”. 

Diógenes comenta essa passagem reconhecendo sua força e sua ambição. Para ele, trata-se de uma ideia forte, quase um manifesto. Salvar Fortaleza não seria possível apenas com intervenções pontuais, paliativos ou planos de modernização que ignorassem as feridas históricas da cidade.

Seria preciso, desfazer os erros acumulados no caminho, desaprender os vícios de um crescimento desordenado e recomeçar a partir de outro paradigma. Esse recomeço não teria como modelo uma cidade genérica, funcional ou meramente eficiente, mas sim uma utopia ecológica e afetiva, na qual a relação entre as pessoas e o espaço urbano fosse regenerada em suas raízes. 

O símbolo maior desse renascimento é o Riacho Pajeú, corpo d’água que hoje corre soterrado e esquecido sob o asfalto, mas que na visão de Diógenes poderia ressurgir como emblema de uma nova aliança entre o ser humano e a natureza. Um fio de água e memória capaz de costurar uma Fortaleza reconciliada consigo mesma. 

Mailson Furtado: da coordenação à contribuição

O escritor, artista de teatro e produtor cultural cearense, Mailson Furtado, tinha experiência com outras obras e prêmios literários, e topou na hora a coordenação editorial. A Fundação Sintaf abraçou o projeto e o edital interno foi aberto: servidores ativos, aposentados e convidados da cena literária cearense poderiam enviar crônicas, poemas, cordéis ou artes visuais. O resultado superou todas as expectativas.

Furtado contribui para o livro com o poema “aqui a terra da luz se norteia”.

Mailson Furtado e a coordenação da obra “À Nossa Fortaleza”

Mailson Furtado diz que a participação dele, enquanto poeta, está como um dos a somarem nessa arquitetura que o livro traz I Foto: Divulgação / Site:https://mapacultural.secult.ce.gov.br

Newslink: “Fortaleza sem muros” contrasta com o nome da cidade. Foi um convite para repensar o que é ser forte em Fortaleza?

MF: Este livro vem pensar, vem provocar essa questão sobre a cidade, sobre tanto as coisas que fortalecem a própria cidade, trazendo esse trocadilho com o nome mas que também toca em pontos frágeis que a própria cidade tem e que precisa pensar e se provocar quanto a isso. O livro traz diversas vozes, é um livro plural, tanto na questão da literatura quanto das artes visuais. É um livro que vem pensar sobre essas várias Fortalezas possíveis e trazendo também as fragilidades que ela tem para enfrentar para seguir viva, forte, para além desses seus 300 anos.

NL: O que o “nossa” de À Nossa Fortaleza significa para você, como autor e editor?

MF: Há uma provocação quanto a isso. Tem um trocadilho dessa Fortaleza enquanto essa questão interiorana de ser também, nessa perspectiva do interior de si. A essa Fortaleza que todos temos dentro de si também para nos mantermos vivos. Além de uma dedicação mais explícita à própria cidade que celebra seus 300 anos. Ao mesmo tempo que é de muitos, é ao mesmo tempo a coisa mais nossa possível, mais individualista possível.

NL: Como foi equilibrar o olhar do poeta com o de coordenador editorial nesse projeto?

MF: Na verdade, nesse projeto eu atuei muito mais como coordenador editorial do que como poeta. A minha participação enquanto poeta está como um dos a somarem nessa arquitetura que o livro traz. Foi uma experiência muito interessante, muito bacana, por tentar contar um pouco dessa cidade a partir dessa questão plural, de tantas vozes possíveis e de várias frentes. A Fortaleza que vem dos interiores, a Fortaleza que vem das periferias, a Fortaleza dos postais também, a Fortaleza vista de forma externa por tantas pessoas. Um tanto dessas tantas possibilidades de tentar contar a história dessa cidade para além de um clichê puro e básico.

Sobre a sensação que gostaria que ficasse com o leitor ao final do livro, Mailson conclui: “Esse projeto vem se somar a alguns outros que ao longo desses últimos meses vêm saindo para celebrar a cidade, celebrar os seus 300 anos. E o que a gente busca com um trabalho como esse é gerar provocações para a própria cidade se provocar do que ainda precisa fazer, do que ainda precisa encontrar, do que ainda precisa descobrir-se. Mostrar ali que esse livro não é um ponto final, mas apenas um meio do caminho de todo um trabalho.”

Ioiô: o bode que virou político e que talvez tenha sido pianista em outra vida

Ioiô costumava perambular pelas ruas centrais da cidade, na companhia de boêmios e escritores que frequentavam os bares e cafés ao redor da Praça do Ferreira Foto: Jeny Souza / SECULT CEARÁ 

Um dos pontos altos do livro é o emblemático cordel de Klévisson Viana, a entrevista mais surreal da literatura cearense, que há muito tempo o cordelista, quadrinista, ilustrador, e membro da Academia Cearense de Letras, não se divertia tanto escrevendo.

O convite para participar de “À Nossa Fortaleza”, veio por intermédio de Mailson Furtado. A princípio, Klévisson pensou em fazer um cordel tradicional sobre a história da cidade. Mas aí ele lembrou de uma figura folclórica que sempre o fascinou: o Bode Ioiô.

Para quem não é de Fortaleza, uma breve contextualização: O Bode Ioiô não é um animal comum. Ele é uma lenda viva da Belle Époque(final do séc. XIX – 1930), um caprino espevitado que circulava pelas ruas do Centro, frequentava o Café Java na Praça do Ferreira, tomava cachaça com escritores e, segundo alguns, até tocava piano, a própria reencarnação de Paulo Laranjeira, compositor e pianista cearense, falecido prematuramente. Ioiô chegou a ser eleito vereador.

No cordel, Klévisson dá voz ao bode. A trama envolve uma máquina do tempo, um tradutor de vozes animais chamado Vox Communis e uma viagem à Fortaleza de 1918. O resultado são dezenas de estrofes em que Ioiô filosofa, se emociona e até anuncia candidatura a um cargo público.

Klévisson Viana: Cordelista, e autor de “Ioiô – uma entrevista com o bode mais querido do Ceará”

Klévisson Viana fez uma ‘viagem’ para encontrar o Bodo Ioiô, na Praça do Ferreira, em 1918

Foto: Divulgação / Site:https://mapacultural.secult.ce.gov.br/

Newslink: O que lhe inspirou a escrever esse cordel como uma entrevista?

Klévisson Viana: Foi uma ligação muito forte com a imprensa e com a ficção científica. Eu imaginei uma maneira de reencontrar o Bode Ioiô e, para isso, eu precisava de tecnologias que nós não temos ainda. Então, fui ao futuro para poder voltar ao passado. Fui para 2030 para encontrar um cientista que desenvolveu tecnologia para viajar no espaço-tempo e também um dispositivo para conversar com qualquer espécie existente. Com esses dois dispositivos, pude viajar a 1918 e encontrar o Bode Ioiô, lá na Praça do Ferreira, visitar os cafés principais da cidade, reencontrar a boemia e os grandes intelectuais e poetas daquela época. O que me inspirou foi esse amor por Fortaleza, acima de tudo, e aquela Fortaleza da Belle Époque, nostálgica, cheia de encantamento.

Para quem não é de Fortaleza, uma breve contextualização.

O Bode Ioiô não é um animal comum. Ele é uma lenda viva da Belle Époque fortalezense (1910–1920), um caprino espevitado que circulava pelas ruas do Centro, frequentava o Café Java na Praça do Ferreira, tomava cachaça com escritores e, segundo alguns, até tocava piano — a própria reencarnação de Paulo Laranjeira, compositor e pianista cearense, falecido prematuramente.

Nas palavras do próprio Klévisson: “O Ioiô é o nosso Zaratustra cabreiro. Ele ia onde nenhum ser humano tinha coragem: dos cafés literários aos cabarés, das rodas de política às rodas de samba. Ele via tudo, ouvia tudo e, se pudesse falar, diria verdades que muita gente não quer ouvir.”

NL: Por que você decidiu dar voz e consciência crítica a um animal, fazendo ele discursar sobre política e sociedade?

KV: O Bode Ioiô era um animal diferenciado. Todos que o conheciam diziam que ele era dotado de uma inteligência que o diferenciava de qualquer outro animal da espécie. Ele não gostava muito de estar perto de bode, ele gostava de estar perto de gente. Onde tinha pessoas inteligentes conversando, lá estava ele. Inclusive, o Bode Ioiô chegou a ser eleito vereador da cidade de Fortaleza, fizeram uma eleição informal e ele foi um dos candidatos mais votados. Era um animal que só faltava falar mesmo. E através do Vox Communis, que é o instrumento que eu utilizo para dar voz a ele, ele finalmente consegue se expressar. Foi uma forma de homenagear o Bode, homenagear Fortaleza como um todo, não só a parte material arquitetônica, mas a parte imaterial também, a cultura da cidade.

NL: Para você, o que o Bode Ioiô representa para a cultura cearense?

KV: Bode Ioiô é um dos maiores ícones da cultura cearense, da molecagem cearense, da alma do cearense, essa coisa de sobreviver, de ser um sobrevivente e de levar a vida com uma certa descontração, de rir das coisas, de brincar. O Bode era irreverente, corria atrás das melindrosas na Praça do Ferreira, aquelas moças do cabelinho à la garçonne, aprontava mil artimanhas, chifrava pessoas que ele não gostava. Era realmente uma figura ímpar e muito querido, todo mundo queria bem ao Bode Ioiô, era um patrimônio da cidade. Aliás, merecia uma estátua na Praça do Ferreira.

Sobre sua participação no livro, Klévisson se diz felicíssimo com a qualidade editorial da obra, muito bem editado e bonito. “Foi um convite do meu querido amigo e parceiro de muitos trabalhos, Tarcísio Matos. Foi através dele que eu cheguei ao livro.” E avalia o papel do seu poema no conjunto: “Ele quebra um pouquinho dos demais textos. É um texto mais longo, também mais denso, mas que traz muita informação interessante de uma forma leve, agradável e bem-humorada sobre a cidade de Fortaleza e sobre esse ícone que tão bem representa ela, que é o nosso Bode Ioiô.”

Colagem feita por Klévisson Viana com gravuras antigas I Foto: Livro À Nossa Fortaleza

Poeta dos Cachorros: O genial e louco da Vila União, Jair de Moura Morais

Jair de Moura Moraes é perfilado no livro pelo escritor e jornalista Tarcísio Matos I Foto: Reprodução / Youtube.com

Um dos convidados a contribuir com a obra é Tarcísio de Matos, jornalista, letrista, músico, escritor, poeta, compositor e pesquisador da cultura cearense. Ele apresenta um dos personagens mais extraordinários do livro, conhecido como “Poeta dos Cachorros”.

Jair de Moura Moraes é músico autodidata, andarilho, “fabricante de gambiarras musicais”, tocador de zabumba, saxofone de PVC, cavaquinho, violino e contrabaixo, muitas vezes todos ao mesmo tempo, à frente de sua banda Marmota. Ele se apresenta diariamente no Terminal Rodoviário João Tomé e nos finais de semana no Centro das Tapioqueiras, em Messejana.

Tarcísio não escolheu Jair por acaso. “Primeiramente, porque, tal e qual o Ariano Suassuna, eu dou maior valor ao que o povo chama de ‘doido’, por ter um pouco dele em mim. Me identifico”, confessa. E arremata com uma definição que poderia ser o epitáfio do personagem: “O coração é a sublime dimensão da inteligência.”

Tarcísio Matos: jornalista, letrista, músico, escritor, poeta, compositor e pesquisador da cultura cearense I Foto: Ascom Biblioteca Pública Estadual do Ceará 

Tarcísio Matos e os doidos de Fortaleza

Newslink: O que lhe motivou a escolher o Jair, o “Poeta dos Cachorros”?

Tarcísio Matos: Primeiramente, porque, tal e qual Ariano Suassuna, dou maior valor ao que o povo chama de “doido”. E quando esse “doido” é alguém normal do coração — pela prática do bem reconhecida, e tem “juízo humano”, é sensível e enriquece o mundo fazendo a gente mais feliz, esse eu acolho e celebro. Jair é gênio.

Newslink: Você diz que ele é a “prova viva de que a cidade não perdeu sua alma”. Que alma é esta?

TM: A alma da alegria, o espírito do bom-humor, a verve da empatia. Toda manhã, Jair vai ao Hospital Infantil Albert Sabin, na Vila União, tocar e cantar para pacientes e seus pais. Na “cidade do humor”, de tanta gente mal-humorada, encontrar Jair assim de bobeira é prenúncio de um dia que se vai ganhar. Falo sério! Lembro do Djavan, quando em Linha do Equador diz: “Se eu tivesse mais alma pra dar eu daria, isso pra mim é viver”. Se tivesse mais uma coisinha, Jair daria.

Mas a história que melhor define Jair é a da escada construída de cima para baixo.

Segundo o relato de Tarcísio no livro, Jair resolveu fazer um segundo andar em sua casa na Rua Almirante Rufino, na Vila União. Sem recursos de engenharia, começou a obra pelo telhado e foi descendo. Quando chegou na escada, o item que conecta os andares, o dinheiro acabou e ainda faltavam três degraus para chegar ao chão.

A solução de Jair? Chamou a mulher, Creusa, e ordenou: “Afasta o fogão e o botijão de gás aqui pra baixo desse pedacinho de escada! D’agora por diante, serão os degraus que faltavam: pé no botijão, pé no fogão, pé no pedaço de escada. Tudo resolvido.”

Até hoje, décadas depois, a casa continua assim.

Tarcísio define com precisão a fronteira onde mora seu personagem: “Humor e afeto estão muito próximos, são causa e consequência. Humor é forma única de externar afeto, é expansão de ternura. Humor não é piada somente — é ir fundo no outro e fazê-lo rir por dentro, com a alma.”

O professor Gilmar de Carvalho, importante estudioso da cultura popular cearense, já o chamou de “O artista popular mais interessante da capital”.

Tarcísio Matos, no livro, defende: “Por essa e outras, há quem o chame de doido. Prefiro tê-lo por gênio da raça, raça boa. Gentil, aquele chapéu de couro de Gonzagão, impregnam qualquer ambiente de muita graça.”

NL: O Jair anima ruas, terminais e hospitais, mas muita gente ainda zomba. O que você gostaria que o leitor enxergasse?

TM: Que Jair é o “maluco beleza” que de doido só tem o andar. Que essa gente deixe de ser “fí duma água” e repare que por trás de toda banda marmota tem um regente humanamente genial, nascido no Pará, que de batismo é Poeta dos Cachorros, de alcunha Jair de Moura Morais… Ou será o contrário? Será que eu tô “ficando é doido”?

Foto da obra Centro Dragão do Mar de Haoiny R. Bernado, presente no livro “Á Nossa Fortaleza”

Mas, afinal, o que uma instituição fiscal tem a ver com literatura?

Não se pode ler “À Nossa Fortaleza” sem lembrar que a obra nasceu do Sindicato dos Fazendários do Ceará (Sintaf) e de sua Fundação. E isso não é um detalhe menor.

O tributo não é um fim em si, é o meio pelo qual a cidade constrói escolas, hospitais, praças, cultura. E quem trabalha na arrecadação é cidadão, também tem memórias, afetos, sonhos e veia literária.

O lançamento oficial aconteceu em uma sessão solene no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza, na manhã do dia 10 de abril. A publicação é uma homenagem dos profissionais do fisco à cidade que completa três séculos. 

Alguns outros colaboradores do livro para além de Diógenes, Mailson, Tarcisio e Klevisson, são: o  prefeito da capital, Evandro Leitão, o secretário do Planejamento e Gestão, Alexandre Cialdini, o responsável pela pasta da Fazenda, Fabrízio Gomes, e o deputado federal Idilvan Alencar, todos servidores fazendários que compartilham suas histórias com Fortaleza.

A obra é uma declaração de amor coletiva a Fortaleza, assinada por artistas, poetas da cidade, e também aqueles que, no ofício diário, zelam pelos recursos que fazem a cidade funcionar, mas que também se permitem mostrar que a sua relação com Fortaleza vai muito além dos tributos.

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