NewsLink e os primeiros passos do egresso até o jornalismo político na televisão

Por 11/12/2025
NewsLink e os primeiros passos do egresso até o jornalismo político na televisão

Jornalista Vinicius Costa descobriu sua paixão pela profissão e foi parar onde menos esperava

Por Gabriel da Escóssia

Nos 25 anos do curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor), o Newslink, laboratório prático de extensão do curso, organizou uma série de entrevistas com alunos egressos que estagiaram no laboratório para falar de suas experiências. Nesta entrevista, conversamos com o egresso Vinicius Costa.

Ainda nos primeiros dias no laboratório NewsLink, sentiu algo que até hoje define como inesquecível, a vibração do fazer jornalístico. A experiência foi mais do que um simples estágio, foi o espaço onde descobriu habilidades, enfrentou desafios, e aprendeu a lidar com críticas e diferenças.

O ambiente da redação universitária o apresentou à fotografia, produção, redação e ao valor da curiosidade, elementos que, segundo ele, moldaram sua identidade profissional. Com quase um ano de formado, Vinicius hoje atua em uma TV com foco em Jornalismo Político, área que jamais imaginou seguir. Mas, olhando para trás, tudo começou no NewsLink.

Newslink: Como foi seu início no NewsLink?

Vinicius Costa: Nos dois primeiros dias, senti algo muito único, que não se restringe só aos “primeiros dias”. Era a empolgação de fazer parte de algo maior, de ver o jornalismo correndo nas veias. Era um misto de nervosismo e encantamento. A cada reunião de pauta, a cada atividade na redação, eu percebia que estava exatamente onde deveria estar.

NL: O que o laboratório representou na sua formação?

VC: O NewsLink agregou muito à minha experiência como jornalista. Especialmente no relacionamento com colegas e superiores, no aprendizado sobre como receber críticas e superar diferenças. Lá, tive a chance de experimentar várias áreas: fotografia, produção, redação. Isso me permitiu ser curioso, explorar diferentes caminhos dentro da profissão.

NL: Qual foi o impacto disso na sua carreira atual?

VC: Foi essencial. Nunca imaginei que acabaria no Jornalismo Político, ainda mais numa TV. Mas todas aquelas experiências me prepararam. Eu aprendi a lidar com pressão, a trabalhar em equipe, a encontrar meu estilo. Sem aquele começo, talvez eu não tivesse tido a base que tenho hoje.

NL: Você se recorda de algo marcante no período do NewsLink?

VC: Sim! Lembro com carinho das matérias que acompanhei como fotógrafo, das reuniões de pauta, dos aprendizados diários. Mas algo que nunca esqueço é o quanto me impressionava ver a paixão nos olhos dos colegas. Era inspirador observar o que cada um estava fazendo, trocar ideias com professores que tinham visões tão distintas e enriquecedoras.

NL: Teve algum professor ou aprendizado que te marcou mais?

VC: O professor Miguel, com certeza. Ele me ensinou o valor da tecnologia esquecida: o telefone. Enquanto a maioria prefere mandar mensagem, ele sempre reforçou a importância de ligar. Isso ficou em mim. Hoje, os colegas até brincam dizendo que devo ser o último da minha geração a preferir chamadas telefônicas ao WhatsApp. Mas, para mim, isso aproxima as pessoas e agiliza os processos.

NL: Como você enxerga sua trajetória hoje, já formado?

VC: Já estou quase completando um ano de formado, e estou empregado, atuando na área. E, honestamente, cada dia gosto mais do jornalismo. Vejo o quanto o que vivi no NewsLink foi valioso. Sem aquela vivência, sem aquela inspiração coletiva, talvez eu nem tivesse concluído o curso. Sinto gratidão e orgulho por tudo o que construí até aqui.

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