De artista plástico e ilustrador a dono de loja de gravuras, conheça momentos da carreira do designer gráfico que trabalha com desenho, objeto e bor
De artista plástico e ilustrador a dono de loja de gravuras, conheça momentos da carreira do designer gráfico que trabalha com desenho, objeto e bordado
Por Victor Frota
No Traçado das Artes desta semana o convidado da vez é Mario Sanders, artista plástico, designer gráfico e ilustrador. Ganhador de prêmios ao longo da carreira, além de ter sido por anos cartunista do jornal O Povo. Ficou conhecido no meio artístico cearense durante a década de 1980, quando participou no grupo Fratura Exposta, movimento que transformou a cena cultural de Fortaleza, por meio de exposições, instalações e happenings.
Mario é natural de Aquiraz e, desde pequeno, foi rodeado de artistas: a avó fazia renda; a mãe também, além de bordar; o avô fazia rede de peixe, enquanto o bisavô fazia trabalhos manuais com madeiras e dava manutenção dos santos da igreja matriz da cidade.
Durante a entrevista foram mencionadas as múltiplas vezes em que Mario foi premiado no Salão de Abril, e falou da importância da premiação para o artista.“A premiação tem a questão da grana, mas, principalmente, é um reconhecimento. No meu caso, foi por meio dessas premiações que o Salão de Abril me fez ter contato com críticos de arte de São Paulo na época, no final dos anos 80. Isso elevou de certa forma meu trabalho, porque passei a participar de outros salões como de Curitiba, São Paulo, Pernambuco onde fui premiado nesses salões.”
Mario realizou a exposição “Novena”, em 2024, quando mergulha nas memórias de Sanders, resgatando a aura mística e a religiosidade do pequeno vilarejo de Tabajara, em Aquiraz, onde o artista nasceu e cresceu. Também foi responsável pelo desenvolvimento da arte gráfica das últimas três edições do Cine Ceará, principal festival de cinema do Estado.
Um dos assuntos comentados durante a entrevista foi o da “Print Shop Fortaleza”, loja de gravuras idealizada por Mário Sanders que se localiza no Dragão. Ele contou como nasceu a loja. “Criar essa loja já era um projeto antigo. Eu já tinha tentado uma vez, e aí, quando surgiu a possibilidade de ser no Dragão, convidei o Grud, que é meu sócio, para embarcar nessa comigo. A gente então convidou a Print Shop, de São Paulo, que é uma loja que já trabalha com gravuras, os chamados prints. O Grud já tinha uma relação com o pessoal de lá.
Foi assim que formamos essa parceria. Hoje, trabalhamos tanto com artistas representados pela Trend Shop de São Paulo quanto com artistas locais, com quem temos uma relação direta.”
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