O setor de Serviços foi o mais influente na geração de empregos, tanto no cenário cearense quanto no nacional, com cerca de 46% e 60%, respectivament
O setor de Serviços foi o mais influente na geração de empregos, tanto no cenário cearense quanto no nacional, com cerca de 46% e 60%, respectivamente
Por Kelly Sampaio

De acordo com um levantamento feito pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) as Micro e Pequenas Empresas (MPE) cearenses alavancaram o número de geração de empregos formais no estado, num total de 25.391. O número representa cerca de 77% dos quase 33 mil empregos com carteira assinada criados no Ceará entre os meses de janeiro e julho de 2025.
O resultado reforça o papel estratégico dos pequenos negócios na criação de 8 a cada 10 empregos formais registrados no estado nos sete primeiros meses do ano. As Médias e Grandes Empresas (MGE) com 5.089 carteiras assinadas, as pessoas físicas e Entidades Sem Fins Lucrativos, com 2.054 e a Administração Pública, com 391 contratações completam o total de empregos gerados no período.

“As pequenas e microempresas são o motor de qualquer economia, são responsáveis pela maior parte da movimentação das atividades econômicas na geração de emprego e renda e da inter-relação entre os setores de atividade”, afirma Ricardo Coimbra, mestre em Economia e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor). “À medida que a gente tem uma melhoria desse segmento, você acaba potencializando o crescimento da atividade econômica de forma contínua”, complementa.
“A expectativa é que a gente continue gerando algum nível de crescimento da atividade econômica, não só aqui no Ceará, mas como no país. Entretanto, o ritmo de crescimento da atividade econômica no segundo semestre é menor. Em função disso, deve haver uma reestruturação das empresas, dos setores de atividade, na visualização do que elas podem fazer para manter esse ritmo de crescimento”, finaliza o mestre e professor da Unifor.
Já entre os pequenos negócios, o setor de Serviços foi o que mais gerou empregos, com 11.435 de um total de mais de 25 mil carteiras assinadas pelas MPE. Os setores da Construção, Indústria da Transformação e Comércio aparecem logo em seguida com 8.501, 2.699 e 1.899 empregos formais criados, respectivamente.

Foto: Freepik/Reprodução
Além disso, os pequenos negócios dos setores de Serviços Industriais de Utilidade Pública, Agropecuário e Extrativismo Mineral contribuíram para o saldo de contratações com 359, 349 e 149 empregos, respectivamente.
“O segmento de Serviço é o que representa a maior parte da economia do estado do Ceará, à medida que esse segmento consegue ser, de forma permanente, aquele setor que vem crescendo de forma continuada, você mostra que a economia do estado do Ceará pode ter um ritmo de crescimento maior do que a média de crescimento da economia nacional. Ele [setor de Serviços] é muito importante na nossa economia e as variáveis que influenciam ele, sendo positivos, vão fazer com que a economia do Ceará continue crescendo acima da média nacional”, finaliza Coimbra.
No cenário nacional, o levantamento também realizado pelo Sebrae, cerca de 80% das contratações realizadas no mês de julho deste ano foram feitas por microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), com cerca de 103 mil empregos formais gerados no setor.
No primeiro semestre, 853,8 mil postos de trabalho de MPEs foram criados. O setor de serviços teve o maior saldo entre os setores, com mais de 430 mil empregos, seguido pela Construção, com 161,1 mil, e pela Indústria de Transformação, com 120,7 mil.

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