Mapa Fome: engenheiro de software compartilha seu projeto para combater a fome no Brasil

Rafael Leão, criador da plataforma que conecta os que ajudam com quem precisa, busca divulgar o projeto Teo Freitas A plataforma permite a adiç

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Rafael Leão, criador da plataforma que conecta os que ajudam com quem precisa, busca divulgar o projeto

Teo Freitas

A plataforma permite a adição de marcações no mapa com diferentes funções | Foto: Mapa Fome

Para aqueles que buscam contribuir para combater a fome no país, a plataforma Mapa Fome é uma ferramenta que se propõe a amenizar esse grave problema. A ferramenta, de autoria do engenheiro de software pernambucano Rafael Leão, tem como objetivo amparar pessoas marginalizadas, sofrendo pela escassez alimentar ou em situação de vulnerabilidade.

A iniciativa é relativamente simples. Ao abrir, o aplicativo dá duas opções de marcação, definida por cores, em dados geográficos específicos, espelhados nos do Waze. Amarelo representa pessoas que estão ou conhecem alguém precisando de comida, enquanto representantes de iniciativas dividem dois indicadores, azul para doadores independentes ou órgãos que recebem recursos para distribuição, e vermelho para quem cozinha e entrega refeições em ponto fixo, como quentinhas e sopão.

Rafael Leão, recifense de 31 anos, formado em ciência da computação, criou o projeto em 2022. Hoje ele é engenheiro de software, e também está produzindo outros projetos paralelos focados em educação e games. 

Ele diz como funciona o Mapa Fome. “Na plataforma, há como principal dois grandes grupos, o que necessita de alimento e o que está alimentando essas pessoas. E também as empresas que lidam com o desperdício alimentar. Seja feira livre, seja restaurante, padaria…”

Rafael Leão, desenvolvedor do projeto, em visita à Assembleia Legislativa | Fotos: Arquivo pessoalRafael Leão, desenvolvedor do projeto, em visita à Assembleia Legislativa | Fotos: Arquivo pessoal

Leão deu início ao projeto na Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), mas a ideia já estava sendo conceituada desde os 17 anos, inspirado no documentário “Ilha das Flores” (1989), de Jorge Furtado. “[…] um grupo de famílias se alimentam desse lixão e tem um agravante […] os porcos se alimentam primeiro do que um grupo de famílias, que são seres humanos.”

O projeto rapidamente ganhou atenção após ser noticiado pela TV Globo por meio de uma matéria do Jornal Hoje. “[…] Quando saiu a reportagem em nível estadual, a Globo Nacional viu, pediu a transferência de imagem, concedi e foi divulgada em rede nacional. E foi de muita importância, pois conseguiu fazer com que a plataforma surgisse em massa.”

Leão também lembra que, apesar da plataforma ser focada nos necessitados, os doadores, ou “anjos”, como chama, são igualmente importantes no funcionamento do projeto. “Cada marcação é uma pessoa, ou um grupo de pessoas, que estão ajudando diariamente ou semanalmente, a reduzir a fome dessas pessoas que, muitas vezes, são invisíveis nas ruas.”

A plataforma tem capacidade para 4 milhões de marcações, e tem como meta estender o acesso para outros países, a fim de cumprir os requisitos do segundo objetivo de desenvolvimento sustentável (ODS 2), o Fome Zero, da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Leão ajuda coletor de reciclagem durante divulgação do projeto; além da ciência, sua missão é movida pela fé

O maior desafio, atualmente, é na parte da divulgação do projeto. “Não tenho equipe ainda, não tenho patrocinadores que chegam com fundos para ser direcionados para a divulgação, ou grupos, pessoas ainda não chegaram em mim, pessoas interessadas nessa ação filantrópica, altruísmo”.

Por fim, Leão fala sobre sua passagem pelo Ceará, mais especificamente, na Unifor. Disse que o “brainstorming” na universidade foi essencial para a divulgação do projeto, e que espera que gere frutos no nosso estado. “Visitei as áreas de direito, do marketing […] para que o Mapa Fome possa ser ampliado no Estado também, porque atualmente a informação não chegou ao Ceará, pouquíssimas ou nenhuma pessoa está sabendo […] da existência dele e já faz quatro anos que ele existe.”

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