Empreendedores buscam novas estratégias para atrair clientes, combinando atendimento presencial, experiências marcantes e vendas digitais em crescime
Empreendedores buscam novas estratégias para atrair clientes, combinando atendimento presencial, experiências marcantes e vendas digitais em crescimento
Por Laíssa Esmeraldo

O avanço do e-commerce tem reformulado o varejo, mas o que não significa o fim das lojas físicas. O digital segue em crescimento, alcançando novos públicos, enquanto os espaços presenciais continuam essenciais para oferecer experiências únicas. Há negócios que conciliam os dois formatos, marcas que nasceram online e planejam abrir lojas físicas, e estabelecimentos tradicionais que encontraram no digital uma forma de se reinventar.
Maria Genivanda Lima, empresária proprietária da VOE Moda Íntima e Beachwear, percebe que o número de clientes vem diminuindo na loja física, enquanto sobe a procura no WhatsApp e na conta do Instagram. Mas, expressa sua predileção pelo atendimento pessoal e afirma não ter interesse, no momento, em outra forma de venda.
É inegável que as facilidades do virtual tornam o comércio on-line uma estratégia atrativa para empresários. A redução dos valores dos investimentos em infraestrutura e pessoal foi o que motivou Aimê Vale, CEO da loja virtual Feelit, especializada em sportswear, a investir no comércio on-line por ser menos custoso que aqueles presenciais. “Nós começamos com a loja online primeiramente por causa de todo o valor de uma loja física (…) como com energia e vendedoras”, explica.
Estratégias ligadas ao alcance do marketing e custos reduzidos fizeram Aimê optar pelo virtual. E é categórica ao avaliar o impacto do comércio eletrônico em seu negócio: “o e-commerce é maravilhoso”. Para ela, a presença digital garante não apenas visibilidade, mas também novas oportunidades de expansão da sua marca.

Compartilhando da mesma opinião, a empresária Fernanda Dantas, da Khlun Beach Soul, diz que a loja virtual, com certeza, agrega na visibilidade. “A gente consegue atingir todo o Brasil, a gente consegue atingir até países fora. Então, eu acho que é a parte que o virtual traz que o físico não consegue, né?”
Essa visão é compartilhada por Maria Genivanda, que, apesar de ser resistente ao on-line, reconhece a importância de manter duas frentes de venda. “Temos que ter dois atendimentos, só o físico, hoje, não é possível. (…) Os clientes estão mais conectados e preferem comprar e receber no conforto de suas casas”, afirma.

Imagem: acervo pessoal
O comportamento do consumidor revela que estar presente no ambiente digital não é mais apenas uma opção, mas sim uma estratégia essencial. Entre os pontos positivos, o e-commerce se destaca principalmente pelo alcance ampliado: mesmo negócios menores conseguem ultrapassar fronteiras, chegando a clientes de diferentes regiões e até de outros países.
Ao mesmo tempo, a experiência presencial segue tendo um papel insubstituível. Para muitas marcas, unir os dois canais é o ideal. Agregar o físico ao online passa a ser tentador – e, até, necessário.
É o caso da loja Khlun, que passou a ter, também, a opção física, onde clientes podem experimentar as peças. Ela destaca que por meio das lojas físicas, o cliente tem a experiência do universo da marca. E complementa, “a gente percebe que, na venda física, tem um aumento (na venda). Pessoas experimentam, se empolgam e acabam gostando de outras peças”.

Imagem: acervo pessoal
Dentre os pontos positivos para agregar o on-line ao físico, estão a experiência sensorial dos produtos proporcionadas pela experimentação e a construção de um relacionamento pessoal com o cliente.
As facilidades do comércio eletrônico levaram a empresária Mariana Capistrano, da loja de biquínis Serena Soul, a iniciar sua trajetória investindo nas vendas on-line. Mas foi o tempo quem revelou a necessidade de abrir também um espaço físico para atender aos clientes de forma mais personalizada.
Hoje, ela explica: “no físico, temos contato direto com o cliente, então é algo mais humanizado. Damos dicas de looks, opiniões sobre ocasiões e até um styling, de vez em quando”, o que é difícil de ser proporcionado virtualmente.

Esse diferencial mostra que, mesmo diante do avanço do digital, o espaço físico continua tendo valor. Com o crescimento acelerado do e-commerce, muitos acreditaram que as lojas físicas tenderiam a desaparecer. No entanto, especialistas apontam que o futuro não será marcado pela extinção de um formato, mas sim pela reinvenção, com o equilíbrio entre o digital e o presencial.
Para Fernanda, a integração é o caminho. Ela reconhece a força do consumo on-line, mas ressalta que a experiência vai além do produto. “É o universo, acho que isso precisa do físico. Do contato, do olhar… do sentimento, eu acho que isso precisa existir.” Na mesma linha, Mariana Capistrano reforça que um canal não substitui o outro: “online e física, juntas, são mais fortes”.
Essa visão também inspira empreendedores que hoje atuam apenas em um dos formatos. É o caso da Aimê, que iniciou sua jornada com uma loja exclusivamente virtual, mas já planeja expandir para o espaço físico. “A gente queria primeiro testar a marca”, explica.
Esse movimento evidencia que, para se manterem competitivos, lojistas precisam dosar presença digital e física. O digital amplia alcance e praticidade, enquanto o físico garante experiência de pequenos negócios ao grande varejo. Essa harmonia entre as frentes de venda tornam-se indispensáveis para o futuro do comércio.
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