Ítalo Gurgel revela bastidores de nova obra e trajetória entre o jornalismo e a literatura

Por 25/08/2026
Ítalo Gurgel revela bastidores de nova obra e trajetória entre o jornalismo e a literatura

Jornalista e escritor relembra os caminhos na profissão, a paixão por orquídeas e os bastidores da criação de “Dona Quitéria – A senhora de Caraúbas”

Texto produzido por Eduardo Santos | Edição: Miguel Macedo 

O percurso de Ítalo Gurgel é marcado pelo amor às orquídeas, à literatura e ao jornalismo. Nesta semana, em entrevista para o Lead da Memória, programa do NewsLink TV, o jornalista e escritor detalhou o início da vida profissional, a paixão por orquídeas e como se deu o processo de criação da mais nova obra, “Dona Quitéria – A senhora de Caraúbas”. A entrevista foi conduzida pela aluna Clara Memória, aluna do sexto semestre do curso de jornalismo.

O escritor recorda que, quando decidiu cursar Letras, o curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) ainda estava em processo de criação. Após concluir a graduação, buscou aperfeiçoar a escrita e ampliar a formação na área jornalística. A participação em congressos e seminários foi fundamental nesse processo, oferecendo oportunidades de aprendizado e aprimoramento profissional. “Aproveitei todas as oportunidades para me aprimorar como jornalista.” 

Natural de Caraúbas, interior do Rio Grande do Norte, Italo mudou-se aos 16 anos para Fortaleza, onde se formou Mestre em Letras pela UFC. Após a conclusão, fez especialização na faculdade de Montpellier, na França. Além disso, fez um curso de três meses no Centro de Formação de Jornalistas, em Paris.

Na trajetória profissional, Ítalo trabalhou no jornal O Povo. Na redação, evoluiu de cargo e atuou como editorialista, articulista e foi responsável pelo fechamento do jornal. 

Paralelo à paixão pelo jornalismo, revelou o grande interesse por orquídeas, chegando a 800 vasos de flores na coleção. Ainda jovem, despertou interesse pela espécie, e teve o contato mais marcante, na serra de Maranguape. Chegou a visitar os jardins de Kew, na Inglaterra, que formam o maior e mais importante complexo de jardins botânicos do mundo.

Durante o exercício da profissão, o jornalista relatou que recebia pautas por código morse através do rádio | Foto: Ana Monteiro

Destacou a rica experiência que viveu ao escrever “Dona Quitéria – A senhora de Caraúbas”. Ítalo disse que se sentiu como um jornalista durante a produção. Ele explica que, logo nas primeiras páginas do livro, avisa que se trata de uma ficção. “Eu vi os acontecimentos, sem dúvida, com uma visão de jornalista tentando cobrir os detalhes”, falou. A obra se passa no século XIX e, por isso, não dá pra ter exatidão nas falas que ocorreram, por isso se tornam ficção. 

Ao final da conversa, o escritor fez um convite para o lançamento oficial da obra, que acontecerá no dia 1º de setembro, às 19 horas, no Ideal Clube. “Vamos fazer uma bela festa dedicada à literatura e dedicada à memória. Espero vocês”, finalizou. 

Assista a entrevista completa a seguir.

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