Foto sobre desastre em Maceió coloca Maíra Erlich entre os destaques da National Geographic

Por Admin Novo 03/12/2025
Foto sobre desastre em Maceió coloca Maíra Erlich entre os destaques da National Geographic

Imagem integra projeto documental sobre o afundamento de bairros e reforça a projeção internacional do fotojornalismo brasileiro, com outros três nomes na premiação

Por Redação NewsLink

A fotojornalista recifense Maíra Erlich teve uma de suas imagens selecionadas pela National Geographic como uma das 25 melhores fotografias de 2025. A escolha destaca um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, no qual a autora documenta o afundamento de bairros em Maceió provocado pela extração de sal-gema, mineral usado na produção de soda cáustica e PVC. O fenômeno geológico reconfigurou a paisagem da capital alagoana, desalojou milhares de moradores e se tornou um dos maiores desastres urbanos em curso no país.

A fotografia escolhida, intitulada “Shoulder to lean on” (“Ombro amigo”, traduzido do inglês), retrata Damião Carlos da Silva, morador que precisou abandonar a casa onde viveu por mais de duas décadas, após o solo ceder às margens da lagoa Mundaú. Na imagem, ele aparece com sua ave de estimação apoiado no ombro, gesto que simboliza vínculo afetivo e resiliência diante da perda repentina do lar e das referências familiares.

Em suas redes sociais, Maíra comentou a seleção: “Minha foto de Damião e seu pássaro foi selecionada para a coleção ‘Fotos do Ano 2025’ da National Geographic! Esta foto faz parte de uma reportagem que venho desenvolvendo nos últimos anos sobre o maior desastre socioambiental urbano. Embora a história seja trágica e triste, fico feliz em vê-la alcançar um espaço tão importante e estar nesta seleção ao lado de tantos fotógrafos talentosos e amigos”, afirmou a pernambucana.

Fernando Faciole, Maíra Erlich e Lalo de Almeida, brasileiros agraciados pela National Geographic pelo trabalho em 2025 | Foto: Rafael Canuto / reprodução do Facebook

A reportagem de Maíra acompanha histórias como a de Damião e sua esposa, Luzia, que perderam casa, sustento e os animais que criavam. O casal vivia em um barraco à beira da lagoa Mundaú, área diretamente impactada pelo colapso geológico. Com o agravamento da crise ambiental, eles deixaram de encontrar sururu e peixes adequados para o consumo, afetando a renda e o cotidiano.

Além de Maíra Erlich, outros dois fotógrafos brasileiros integram a lista dos 25 selecionados pela revista: os paulistanos Lalo de Almeida e Fernando Faciole, reforçando a relevância da fotografia documental brasileira em publicações internacionais de grande circulação.

Onça-Pintada fotografada por Fernando Faciole | Foto: NatGeo Brasil
Crianças brincando em Anamã (Amazonas), cidade que é constantemente alagada pelo rio Solimões | Foto: Lalo de Almeida/ NatGeo Brasil

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