Festival Sal realiza “esquenta” do aniversário de 300 anos de Fortaleza e enaltece cultura local 

Evento busca trazer ao ambiente universitário o sentimento de pertencimento e preservação da história da capital cearense Por Eduarda Morais Fo

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Evento busca trazer ao ambiente universitário o sentimento de pertencimento e preservação da história da capital cearense

Por Eduarda Morais

Foto: Divulgação 

A memória coletiva de Fortaleza será a protagonista da terceira edição do Festival Sal, que irá acontecer na quinta-feira, 30, das 7:30 às 13 horas, no campus da Universidade de Fortaleza (Unifor).

Projeto da disciplina de Jornalismo Cultural, o Festival Sal é um evento realizado pelos próprios estudantes, com o objetivo de enaltecer as produções culturais locais, por meio da literatura, música, educação e gastronomia.

Nesta edição, o tema “Esquenta Fortaleza” busca celebrar os 300 anos da capital do Ceará, que será comemorado em 2026.

O evento ainda irá contar com uma homenagem ao jornalista e pesquisador Miguel Ângelo de Azevedo, popularmente conhecido como “Nirez”, responsável pelo acervo iconográfico mais importante do Ceará, reforçando a importância da preservação da história de Fortaleza.

Festival Sal promove, no ambiente universitário, incentivo à preservação da memória da cidade de Fortaleza | Foto: Divulgação

Para Alessandra Oliveira, professora da disciplina de Jornalismo Cultural, o festival remonta a cultura como tempero da alma. “Quando a gente passa a estudar a cultura, compreendemos que a sua formação tem relação com a comida. É a partir do momento que passamos a cozinhar, a conviver em sociedade, que a gente começa a criar a cultura. O sal tem relação com a origem da cultura”.

A professora também destaca a importância da realização de eventos como o Festival Sal na construção do sentimento de valorização. “Quando a gente traz a memória do que é e o que foi a cidade, a gente também traz o sentimento de querer cuidar da cidade. A gente só cuida daquilo que a gente ama, e a gente só ama aquilo que está gravado na nossa memória.” 

“Quando a gente traz esse festival para dentro da universidade, trazemos essa vivência da cultura para o ambiente universitário, que nem sempre a gente tem”, conclui Alessandra Oliveira. 

A programação do Festival Sal terá início às 7:30, com a realização das oficinas de Escrita Criativa, com a jornalista e escritora Sofia Osório, e de produção de Fanzine com Beatriz Caldas, escritora participante do coletivo Mulherio das Letras. 

Às 9 horas, acontecerá a roda de conversa e homenagem à Nirez, com a participação da escritora e jornalista Ana Márcia Diógenes. 

Às 11 horas, irá ocorrer a mostra de cinema com o documentário “Meu corpo quer dança”, acompanhado de uma roda de conversa com os produtores Felipe Assis, Diogo Moreira, Alice Benevides, e o professor universitário Wilton Martins. 

Serviço: 

Festival Sal: Esquenta Fortaleza 300 anos

Data: Quinta-feira, 30 de outubro, das 7:30 às 13 horas | Oficina de Escrita Criativa, com Sofia Osório: 7:30 às 9 horas, bloco T, sala 27 | Oficina de produção de Fanzine, com Beatriz Caldas: 7:30 às 9 horas, bloco T, sala 2-A (estúdio de fotografia) | Feirinha de comida e livros, com atração cultural: início às 9 horas | Homenagem à Nirez e roda de conversa, com participação de Ana Márcia Diógenes: 9:30 às 11 horas, bloco T, sala 2-A | Mostra de cinema, com documentário “Meu corpo quer dança”, com roda de conversa mediada pelo professor Wilton Martins: 11 às 13 horas, bloco T, sala 2-A

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