Egresso do curso destaca que o “fazer” jornalístico está na sua percepção do mundo

Por 05/11/2025
Egresso do curso destaca que o “fazer” jornalístico está na sua percepção do mundo

Jornalista Caio Levi Costa relembrou o aprendizado único que viveu no Newslink e pediu para que os jornalistas em formação aproveitem as oportunidades

Por Giulia Tessmann

Nos 25 anos do curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor), o Newslink, laboratório prático de extensão do curso, organizou uma série de entrevistas com alunos egressos que estagiaram no laboratório para falar de suas experiências. Nesta entrevista, conversamos com Caio Levi Costa, ex-estagiário do Newslink, e que agora é activator on premise freelancer, um profissional independente que atua diretamente nas empresas para implementar soluções tecnológicas ou estratégicas no ambiente.

Caio Levi relembrou que a oportunidade de entrar no Newslink foi já no fim da sua vida acadêmica, mas descreveu como um aprendizado único. Para ele, a entrada no mercado de trabalho teria sido “crua” sem passar pela experiência do laboratório, e destacou que “a Unifor prepara e fica atenta de forma eficiente às tendências de mercado”. 

Após a colação de grau, Caio investiu em soluções tecnológicas de forma independente

Newslink: Como você acha que teria sido seu ingresso no mercado de trabalho sem a passagem pelo Newslink?

Caio Levi: Bom, acho que seria de uma forma muito “crua”. Na verdade, tive a oportunidade de entrar no Newslink muito no fim da minha vida acadêmica, mas creio que foi um aprendizado único. Isto porque a gente está acostumado a romantizar algumas áreas e algumas profissões e, apesar do jornalismo tem suas nuances que apaixonam os estudantes, o Newslink e os professores orientadores, te ensinam a conviver nesse ambiente que por muitas vezes é tóxico e nem tão saudável.

NL: Que sensação você sentiu nos primeiros dias no Newslink e no primeiro dia de seu emprego como jornalista?

CL: Foi meio esquisito, pois estava trabalhando com comunicação e marketing de uma multinacional na época e voltei para aquele ambiente “jornalístico”, se assim posso dizer. Mas, muito bem recebido pelo professor Miguel e acolhido por todos que estavam  ali, mesmo estando no meu último semestre de faculdade e tendo colegas de redação bem mais novos. Já no mercado de trabalho, foi uma forma muito natural. Creio que a Unifor prepara e fica atenta de forma eficiente às tendências de mercado. Nada foi surpresa e apenas aperfeiçoamento.

N: Das habilidades desenvolvidas no período como estudante, qual a experiência que mais marcou na sua passagem pelo Newslink?

CL: Acho que, com toda certeza, escrever sobre esporte eletrônico, que é uma das minhas paixões, assim como também cobrir eventos do governo e um Rock In Rio. 

NL: No período que passou no Newslink, qual a principal orientação que recebeu e quais conhecimentos / habilidades aplica no seu dia a dia na vida profissional?

CL: Acho que no final das contas tudo é sobre relações interpessoais, o “fazer” jornalismo está muito mais na percepção de mundo e no quanto você é sensível com certos assuntos, isso faz toda a diferença. Entender que é um dever para a sociedade e não apenas algo banal. O “técnico da coisa”, isso todo mundo aprende, não generalizando óbvio, até porque não se criam vários “Juca Kfouri” da noite pro dia não é? 

N: Que dica daria a um aluno de Jornalismo que esteja pensando em integrar a equipe do Newslink?CL: Vai sem medo, aproveita as oportunidades, o ambiente pode ser adverso em muitas situações da nossa vida, mas infelizmente se não colocarmos nosso rosto e buscarmos aprender, não teremos crescimento em nenhum âmbito jornalístico. Agradeço demais aos professores Miguel, Kátia, Wagner e Mariana por terem me ajudado neste processo e com toda certeza vão ajudar a quem está por entrar.

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