Egresso do curso de jornalismo da Unifor, Guilherme Gonsalves compartilha experiência em redação

Por 12/08/2025
Egresso do curso de jornalismo da Unifor, Guilherme Gonsalves compartilha experiência em redação

O jornalista foi convidado para falar sobre o noticiário político e  impresso, além do dia a dia como repórter, comentarista e colunista

Por Gabriela Tavares

A disciplina de Jornalismo Impresso recebeu na manhã desta terça-feira, 12, o jornalista Guilherme Gonsalves, egresso do curso de jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor). Atualmente, é repórter da editoria política do jornal O Povo, setorista do Poder Legislativo, comentarista, analista e, este mês, estreou como colunista. O profissional foi convidado pelo professor Miguel Macedo, responsável pela disciplina, para contar sobre sua trajetória e experiências.

Após breve apresentação das produções jornalísticas do jornal, Gonsalves lembrou que chegou a trabalhar na área esportiva, antes da carreira no jornalismo político, atuando no Portal Esporte News Mundo, UOL e One Football. “Trabalhava muito com o esporte online, mas não tinha vivência. O que gosto da política é estar na rua. O esporte era muito repetitivo, não havia o novo. O esporte você traz o  momento, na política é trazer o todo”, comentou. 

Na trajetória, Guilherme foi voluntário do Newslink. Depois se tornou bolsista e ficou até março de 2023, quando saiu por ter sido selecionado no curso Novos Talentos no jornal O Povo. Lá estagiou na área da política. Desde então é repórter da editoria.

Gonsalves conversou com a turma de Jornalismo Impresso na Unifor | Fotos: Miguel Macedo

“Ninguém ameniza para novos talentos, não. No profissional você tem a liberdade para se pautar. Conforme você vai fazendo mais do que se pede, mais vai atrás de algumas coisas. No curso Novos Talentos, eles avaliam bem. Não mandam ninguém fazer o que não pode. Você também vai ganhar muitos contatos. É uma direção para conseguir seguir o seu caminho”, observou Gonsalves sobre a prática nos três meses nos Novos Talentos e a diferença entre o aprendizado do curso para o âmbito profissional, em relação às pautas.   

Guilherme participou da cobertura das eleições para prefeito no Cariri, indo a Juazeiro do Norte para cobrir os debates, pela Rádio O Povo CBN Cariri. Hoje, é comentarista na rádio e no podcast Jogo Político, onde já foi responsável por apresentar uma edição.

Em 2024, para as Páginas Azuis do jornal, Gonsalves entrevistou Elizabeth Frawley Bagley, embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, na época. A pedido da embaixadora, a entrevista foi realizada em inglês, principal motivo para Guilherme ter sido escolhido como repórter responsável pela entrevista. O jornalista compartilhou que a matéria demorou duas semanas para ir ao ar, devido ao processo de tradução e definição do que seria ou não incluído.   

Há uma semana, dia 9 deste mês, Gonsalves tornou-se, também, colunista de política no O Povo Mais, apresentando informações exclusivas, com foco no legislativo, na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e Câmara Municipal de Fortaleza.

“Gosto muito da política, de tédio você não morre” – Guilherme Gonsalves

Além disso, o jornalista colabora com o caderno Vida&Arte, onde escreve sobre cinema. “Surgiu a oportunidade de falarmos sobre o Oscar no Vida&Arte, mas não tínhamos definido nada. O assunto era em relação ao o que chamou a atenção e o que não, então escolhi fazer uma análise sobre o filme “Flow”. 

Guilherme falou ainda sobre a caminhada na atuação do jornalismo impresso e a ligação com os portais de comunicação. “A reportagem da Páscoa foi para o impresso, onde de repente posso fazer algo mais elaborado. Mas, as matérias que a gente usa no portal, às vezes, são aproveitadas no impresso, onde é pedido que as matérias sejam maiores”, analisou Gonsalves. 

O egresso partilhou sobre o dia a dia na redação. “Chego à redação de manhã para cobrir a Assembleia Legislativa, não há dia definido. Tenho uma certa liberdade sobre o que cobrir. É chegar à redação e escrever o que foi definido ali”, comentou.

Guilherme observou que a maior dificuldade no cotidiano do jornalista é o limite de caracteres. “É muito pouco. A questão do título é muito difícil, a gente tem que fazer a pessoa se interessar no título. Tem que ser interessante porque a gente vê que muitas pessoas não leem depois do segundo parágrafo”. A conversa foi encerrada com perguntas dos estudantes da disciplina.      

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