Economia do Nordeste lidera crescimento no Brasil; Ceará sobe para  6ª posição

Por 04/05/2026
Economia do Nordeste lidera crescimento no Brasil; Ceará sobe para  6ª posição

No início de 2026, a região Nordeste assumiu a liderança do crescimento econômico nacional, com o Ceará avançando para a sexta colocação no ranking entre os estados monitorados

Por Cauã Doth

A economia brasileira apresentou um ritmo lento nos dois primeiros meses de 2026, registrando um crescimento acumulado de apenas 0,39%, de acordo com o Índice de Atividade Econômica (IBC) do Banco Central. Em contrapartida, a região Nordeste surpreendeu ao assumir a liderança entre as regiões do país, apresentando um avanço expressivo de 2,98% no acumulado de janeiro a fevereiro. Este resultado é quase oito vezes superior à média nacional  registrada no mesmo período

Essa performance marca uma mudança significativa em relação ao ano de 2025, quando o Nordeste ocupava a quarta posição regional, com um crescimento de 2,43%, ficando levemente abaixo da média nacional de 2,45% daquele ano. Entre os estados nordestinos acompanhados, Bahia, Ceará e Pernambuco concentram quase 70% do PIB regional. O destaque principal da região foi Pernambuco, que saiu da última posição nacional em 2025 para liderar o ranking no início de 2026, com um crescimento de 6,97%. No cenário estadual, o Ceará ocupa atualmente a 6ª posição no ranking de crescimento econômico entre os 13 estados monitorados pelo Banco Central. 

O estado registrou um avanço de 0,82% no acumulado do ano, superando a média nacional de 0,39%. Este desempenho representa uma evolução na trajetória econômica cearense, visto que o estado havia encerrado o ano de 2025 na 9ª posição do ranking. Dentro do contexto regional, o Ceará detém o segundo melhor desempenho entre os três estados nordestinos acompanhados, posicionando-se atrás de Pernambuco (6,97%) e à frente da Bahia (0,56%).

Foto: Banco Central

O Índice de Atividade Econômica (IBC) do Banco Central, utilizado para medir esses avanços, funciona como um indicador que antecipa o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) com razoável acurácia.

A metodologia utiliza dados mensais de diversos setores, como comércio, indústria, serviços e agropecuária, abrangendo as cinco regiões e 13 estados que representam mais de 85% do PIB nacional. Apesar dos avanços registrados, especialistas recomendam cautela devido ao cenário macroeconômico de juros elevados.

A taxa Selic em patamar retristivo atua como um freio para o crédito e o consumo, variáveis que exercem impacto direto na economia cearense, historicamente dependente do setor de serviços e do consumo das famílias. Em resumo, o início de 2026 apresenta sinais mistos para o Ceará: embora o estado tenha melhorado sua posição, cresça acima da média nacional e integra a região líder do país, o ritmo de crescimento ainda é considerado modesto diante do potencial da economia local.

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