Dia Mundial do Mar promove conscientização e preservação do ambiente marítimo 

Comemorado anualmente, data é marco importante para um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) criados pela ONU Por Kelly Sampaio Ce

Energias limpas com justiça climática são temáticas de livro que será lançado na Unifor
Liceu do Ceará completa 180 anos mantendo tradição e compromisso com educação e formação humana 
TRE-CE realiza sorteio e distribuição do tempo do horário eleitoral gratuito em audiência pública

Comemorado anualmente, data é marco importante para um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) criados pela ONU

Por Kelly Sampaio

Celebrado anualmente pela Organização Marítima Internacional (IMO), o Dia Mundial do Mar é comemorado na última quinta-feira do mês de setembro, mas o compromisso com esse ecossistema deve ser constante. Os mares e, por consequência, os oceanos são extremamente importantes para a regulação da vida no planeta Terra, para a Direção-Geral de Recursos Naturais Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) a celebração deste dia é um ponto de partida para a reflexão sobre os desafios atuais e futuros para o transporte marítimo, indústrias marítimas e comércio mundial.

Neste ano de 2025, o lema do Dia Mundial do Mar foi “Our Ocean, Our Obligation, Our Opportunity”, em tradução livre, “O Nosso Oceano, Nossa Obrigação, Nossa Oportunidade”. A IMO, por meio da sentença, alerta sobre o papel vital do Oceano como motor da economia mundial e suporte fundamental da vida no planeta, uma vez que mais de 80% do comércio global é transportado por via marítima.

A data procura evidenciar igualmente o papel fundamental do Oceano como fonte de emprego e alimento para milhões de pessoas, habitat de inúmeras espécies marinhas e regulador do clima global, o que contribui para a mitigação dos efeitos das alterações climáticas.

Das mais de 230 mil espécies marinhas já catalogadas, representam menos de 10% do total de vida que existe no mar. | Foto: Reprodução/Zero

A IMO reforça este compromisso por meio da regulamentação global para um Oceano mais limpo e seguro, das iniciativas de assistência técnica no apoio à proteção do Oceano a 176 Estados-Membros e da colaboração em acordos internacionais para proteger a biodiversidade e combater a poluição por plásticos.

Este ano, também destaca grandes marcos globais, como, por exemplo, o Acordo das Nações Unidas sobre a conservação e utilização sustentável da diversidade biológica marinha das áreas além da jurisdição nacional, as negociações de um novo Tratado Internacional contra a poluição por plásticos e a realização da 3ª Conferência da ONU sobre o Oceano, em junho deste ano, em Nice, na França. 

Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e os recursos marinhos é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 14. | Foto: Reprodução/ibrachina

“A própria vida no planeta começou nos oceanos. Ao longo da evolução, dos períodos geológicos, esses diferentes organismos se diversificaram e, durante esse processo evolutivo, ocuparam também o ambiente terrestre”, afirma a professora titular do Instituto de Ciência do Mar da Universidade Federal do Ceará (UFC), Cristina de Almeida Rocha. “O oceano é essencial para a vida do planeta. Ele regula o clima, garante a quantidade de oxigênio disponível que a gente tem na atmosfera e permite que a vida aconteça dentro e fora dele. E essa importância também está muito relacionada pela área de cobertura que o planeta tem coberta pelo oceano, ou seja, 70%”, complementa.

O mar compreende boa parte do planeta e é a base da vida, eventos oceânicos, como, por exemplo, La Niña, El Niño e monções oceânicas influenciam diretamente o clima da Terra, é o que afirma o oceanógrafo Tobias Rafael. “Existe um ditado na oceanografia que é, “quando o oceano canta, o clima dança”. Tanto a atmosfera quanto o continente, interagem com o oceano, e em resumo, todos nós dançamos quando o oceano canta”, finaliza.

Estima-se que em torno de 80% dos resíduos que estão no mar são resultado das diferentes atividades humanas dos continentes, afirma Cristina. Foto: Reprodução/Rich Carey

“Uma das principais fórmulas da gente minimizar nosso impactos [no oceano] é cuidar dos nossos rios e de todas as substâncias que a gente produz, além de trazer o conhecimento para as pessoas que vivem, não só perto do mar, mas principalmente elas, muitas pessoas não têm o conhecimento sobre a importância do local em que vivem”, conscientiza o também oceanógrafo Ryan Lucas Chaves.

Rafael também complementa afirmando que “para que as pessoas se preocupem genuinamente com o meio ambiente, elas precisam ter acesso a uma boa educação e qualidade de vida. A conscientização de grande parte da população é um passo crucial, precisamos colocar na cabeça das pessoas o que é o oceano, quem vive nele e quais são os seus ciclos. Nós só defendemos aquilo que conhecemos e amamos.”

COMMENTS

WORDPRESS: 0
DISQUS: