COP: encontro, discursos e atitudes que podem mudar o futuro do Planeta

Por 29/08/2025
COP: encontro, discursos e atitudes que podem mudar o futuro do Planeta

Líderes de diferentes países se reúnem para discutir a adoção de ações climáticas urgentes, enfrentar desafios ambientais e buscar soluções para o equilíbrio do Planeta

Por Laíssa Esmeraldo

Todos os anos, representantes de quase 200 países se reúnem em uma cidade-sede diferente para dias de negociações no principal fórum global sobre o clima: a Conferência das Partes (COP). A primeira edição, ocorrida em 1995, criou um espaço para que governos, cientistas, empresários e ativistas estabeleçam acordos visando objetivos comuns. Controlar as emissões de gases de efeito estufa e mitigar os impactos do aquecimento do Planeta são alguns deles.

A gerente de planejamento estratégico do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan), Dalila Menezes, explica que “a COP é um espaço de debate para que as partes, comprometidas com o Acordo de Paris, possam discutir sobre seus compromissos. Essa reunião anual tem como objetivo principal fomentar o debate sobre a implementação das metas pactuadas globalmente, negociar decisões e traçar novas metas, mais ambiciosas e factíveis”.

O grande objetivo da COP é definir metas e estratégias para diminuir as emissões de gases de efeito estufa, mitigar os efeitos do aquecimento global e reduzir as extremas mudanças climáticas no Planeta.

O evento é o único encontro, no mundo, que versa sobre a emergência climática. Dalila Menezes afirma que a COP é um evento decisivo para deliberar sobre o futuro da humanidade.

A COP serve para monitorar o avanço dos países nas suas respectivas metas. Outros objetivos das COPs são:

  • Estabelecer diretrizes
  • Criar estratégias de financiamento
  • Discutir financiamento climático
  • Promover cooperação internacional
  • Avançar em soluções tecnológicas

Em uma conferência dessa magnitude existe uma interação complexa de agentes. Governos locais, ONGs, sociedade civil, empresas, governos nacionais, acadêmicos agem em conjunto e são fundamentais para o alcance das metas que foram e que serão traçadas.

A gerente de planejamento destaca a atuação das ONGs e dos ativistas. Eles  desempenham papel de suma importância, monitorar os compromissos e pressionam os agentes. “O engajamento em ONGs e movimentos coletivos é uma estratégia interessante. Esse tipo de atitude organizada pode ser um contraponto importante para pressionar os setores que mais poluem”, explica.

Mesmo sendo demonstrada a importância da COP para todo o Planeta, o evento sofre críticas severas. Incluem, por exemplo, a falta da efetiva implementação dos acordos firmados e países que relutam em deixar o uso de combustíveis fósseis. Ainda, alguns grupos alegam que o evento não é inclusivo pois as decisões vêm de um grupo específico de nações e não levam em consideração países em desenvolvimento.

Nesse cenário, o Planeta se vê diante de um impasse: ao mesmo tempo em que o evento representa esperança e cooperação global, ele traz contradições que colocam em xeque a eficácia e até a sua representatividade.

Até este ano, foram realizadas 29 conferências, abordando temas pertinentes à mitigação dos impactos ambientais resultantes do efeito estufa. Para a 30ª edição, que será realizada em Belém, no Pará, aumenta-se a expectativa por transformações, debates e adoção de medidas práticas e factíveis. De acordo com Dalila Menezes, a COP 2025 é como um convite para se pensar diferente, e confessa: “a expectativa é alta, inevitavelmente”.

Na COP, nações discutem o futuro do clima global | Imagem: Reprodução Wikipedia

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