Descoberto em dezembro, logo depois do Natal, objeto espacial, que tem tamanho “comparável a um grande edifício”, foi identificado e analisado pelo
Descoberto em dezembro, logo depois do Natal, objeto espacial, que tem tamanho “comparável a um grande edifício”, foi identificado e analisado pelo Sistema de Alerta de Última Hora de Impacto Terrestre de Asteroides (ATLAS)
Por João Vitor Saraiva
Com tamanho estimado de 40 a 90 metros de largura, o asteroide 2024 YR4 foi encontrado pelo ATLAS, sistema de telescópios financiado pela Agência Espacial estadunidense (Nasa), vagando pelas proximidades do planeta Terra. Com probabilidades de colisão aumentando de 1,3% para 2,6% até 3,1%, o que equivale a uma chance de 1 em 32 do asteroide atingir a superfície terrestre, de acordo com o Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS).
Em análises mais recentes, alguns pesquisadores colocam os países Índia, Paquistão, Bangladesh, Etiópia, Sudão, Nigéria, Venezuela, Colômbia e Equador na lista de risco do objeto celeste.
O efeito do impacto de um asteroide como o YR4 teria uma força parecida com o evento de Tunguska, em 1908, na Sibéria, onde foram destruídos 2 mil km² de floresta, ou um impacto 500 vezes maior que a bomba nuclear de Hiroshima. A rocha não chega a ser um “matador de planetas”, que são rochas espaciais com um quilômetro ou mais. O único asteroide dessa categoria a atingir a superfície terrestre foi o mesmo que atingiu a Terra há 66 milhões de anos e extinguiu os dinossauros.
Para se prevenir contra mudanças que podem ocorrer em sua trajetória, a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) já estão se prontificando com diversos equipamentos avançados, como o telescópio James Webb, para monitorar a atividade do objeto espacial. Em caso de cenários adversos as observações são cruciais para amenizar danos que o objeto poderia causar.
A prevenção contra um asteroide em curso da Terra já foi um sucesso há alguns anos com a missão Dart, em 2022, quando a Nasa fez lançamento de uma espaçonave em rota de colisão para desviar sua rota.
Mesmo com as probabilidades aumentando, a eventual queda é esperada, de acordo com o astrônomo Richard Binzel e professor de Ciências Planetárias do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “Eventualmente, fixaremos a posição do asteroide a de um único grão. O mais provável é que esse grão não esteja no topo da Terra. Pode estar até mais longe do que a Lua”.
Segundo Larry Denneau, co-investigador principal do telescópio ATLAS, “pequenos asteroides atingem a Terra o tempo todo, desintegrando-se na atmosfera como bolas de fogo. Felizmente, os pequenos causam poucos danos no solo”.

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