A iniciativa inovadora se destaca ao permitir que indivíduos com deficiência visual possam identificar diferentes cores apenas pelo aroma Por Red
A iniciativa inovadora se destaca ao permitir que indivíduos com deficiência visual possam identificar diferentes cores apenas pelo aroma
Por Redação NewsLink

Criado pelo pesquisador cearense Josefá Rebouças (Dr. COR), o projeto vencedor do 9° Prêmio Nacional de Inovação promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) permite que pessoas com deficiência visual e neurodivergentes associem aromas a diferentes tonalidades. A medida usa as ferramentas da indústria e tecnologia para promover o acesso à educação e inclusão de forma criativa.
Utilizando a metodologia VICS (Visually Impaired Color Standardization ou Padronização de Cores para Deficientes Visuais), também venceu o Prêmio LED – Luz na Educação, da Fundação Roberto Marinho e da TV Globo, e foi certificado pela Fundação Banco do Brasil como Tecnologia Social.
De acordo com Josefá, a ideia surgiu pelo desafio de ensinar cores para pessoas com deficiência visual e a solução veio através da correspondência intermodal (utilizando o sentido do olfato), sendo pautada em três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU: ODS 03: Saúde e Bem-estar, ODS 04: Educação de Qualidade, e ODS 10: Redução das Desigualdades.
A proposta se baseia utilizando tintas aromatizadas, onde cada cor contém um aroma especial: cheiro de morango associado ao vermelho, maracujá ao amarelo, e hortelã ao verde.Ao falar sobre previsões de expansão, o pesquisador afirma que no Brasil, as projeções indicam ampliação nos próximos 2 a 3 anos em redes públicas de ensino, com impacto direto em centenas de milhares de alunos e potencial alcance indireto em milhões.

Em âmbito internacional, no horizonte de 5 a 7 anos, a tecnologia tende a se consolidar em mercados como Estados Unidos, Europa e América Latina, com a meta de alfabetizar cromaticamente, através do olfato, cerca de 1 milhão de pessoas com deficiência visual até 2030 e estabelecer-se como um padrão global em educação sensorial inclusiva.
“Através deste projeto, estamos pavimentando o caminho para uma sociedade mais justa e inclusiva, onde todos, independentemente de suas habilidades, possam acessar o mundo das cores e do aprendizado, através dos aromas”, afirma o idealizador.
O elevado potencial de alcance global se dá pelo olfato ser um idioma sensorial universal, que independe de cultura ou linguagem. Essa característica permite sua aplicação em diferentes países com baixa necessidade de adaptação, favorecendo a inclusão de pessoas com deficiência visual, indivíduos neurodivergentes e o público em geral.
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