Animal das Pistas, Cremosinho, Enfermeira Cantora e mais nomes inusitados de cearenses nas eleições

Por 24/08/2026
Animal das Pistas, Cremosinho, Enfermeira Cantora e mais nomes inusitados de cearenses nas eleições

A poucos meses das eleições de 2026, a criatividade dos candidatos na escolha dos nomes que vão aparecer na tela da urna eletrônica é destaque

Texto adaptado por Bia Morais / Edição: Miguel Macedo

Entre apelidos que beiram o inacreditável e títulos acadêmicos usados como cartão de visita, à lista de concorrentes à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa é de parar o relógio. 

Na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, o cearense vai encontrar verdadeiros personagens. O destaque fica por conta de: Cícero Animal das Pistas (Mobiliza-CE); Beta das Marmitas (Mobiliza-CE); Chiquinho dos Carneiros (PRD-CE); Nadijane do Uber (Solidariedade-CE); Lobão (MDB).

Se a Câmara já tem sua cota de criatividade, a Assembleia Legislativa não fica atrás, com os seguintes nomes: Cremosinho (União-CE); Cancão (União-CE); Corujão (PDT); Deusa do Cras (PRD);

Um dos destaques fica por conta de Cícero Antonio Pinheiro Dos Santos, o Cícero Animal das Pistas. O candidato a deputado federal, e natural de Juazeiro do Norte, é atleta profissional e técnico em Desportos.

Enquanto alguns candidatos investem no humor e na identificação popular, há quem prefira outro caminho: o prestígio acadêmico. A área da saúde é a que mais se destaca. Ao todo, 14 candidatos usam o título de “Doutor” ou “Doutora” para vagas da Câmara dos Deputados. 

No pleito para a Assembleia Legislativa, o número sobe para 19 candidatos, destaque para a candidata que utiliza suas duas profissões como título: Enfermeira Cantora.

Candidatos da área da educação também adotaram a mesma tática e se apresentam como professor ou professora, alguns defendem pautas sociais e educacionais, como combate à evasão escolar e direitos dos professores.

O TRE permite que candidatos usem apelidos como nome nas eleições Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

A decisão de adotar um nome de urna criativo ou um título profissional não é por acaso. De acordo com Luiz Ademir de Oliveira, cientista político e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), um nome ou número fácil de lembrar funciona como um “atalho cognitivo” que facilita a identificação do eleitor com o candidato. 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite que os candidatos usem prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual são mais conhecidos, desde que não estabeleça dúvida sobre sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente.

No caso dos apelidos, a aposta é na identificação popular e na quebra do formalismo da política tradicional. Já os títulos de doutor ou professor buscam transmitir seriedade, competência e preparo técnico atributos valorizados por parte do eleitorado.

Mas, a criatividade não é privilégio dos cearenses. Em todo o país, o Tribunal Superior Eleitoral já registrou pérolas como “Vovó Tsuname” (Podemos-MG), “Batata Neles” (PRD-RJ) e “Bolsonaro da Shopee” (Novo-MT), mostrando que a engenharia dos nomes de urna virou uma estratégia consolidada no calendário eleitoral brasileiro.

Com informações da assessoria de comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e jornal O Globo

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