Por Aloísio Martins O jesuíta argentino Mário Jorge Bergoglio tornou-se o papa Francisco em 13 de maio de 2013. No seu pontificado, o sumo sacerdo
Por Aloísio Martins
O jesuíta argentino Mário Jorge Bergoglio tornou-se o papa Francisco em 13 de maio de 2013. No seu pontificado, o sumo sacerdote protagonizou muitas reformas. Os seus doze anos foram marcados por seu chamado à fraternidade, ao cuidado da “casa comum”, por suas ações em prol do diálogo ecumênico e por exaltar a necessidade de uma economia global a serviço dos mais vulneráveis, segundo informações publicadas pela Confederação dos Bispos do Brasil (CNBB).
Para a CNBB, o ano de 2025 já marcou a história da Igreja Apostólica Romana, de ter o vigário de Cristo em sofrimento com uma pneumonia bilateral, que leva à dor e pode causar a morte. Apesar disso, conseguiu se recuperar e, após 37 dias de internação, recebeu alta do Hospital Gemelli de Roma no dia 23 de março.
Antes mesmo da liberação médica, o líder religioso, de 88 anos, acenou de uma janela do hospital a vários fiéis em oração como forma de agradecê-los pelas preces pela sua recuperação. Mas o quadro de saúde do Sumo Pontífice é gravíssimo, ou seja, necessita de total isolamento para não contrair infecção viral. E mais: o papa Francisco continuará a receber oxigênio em cânulas, terapias motoras e respiratórias capazes de retomar a sua autonomia vocal.
Mulher no comando
Para a CNBB, outra data marcante deste 2025 foi 9 de janeiro, pois, pela primeira vez na história da Igreja, uma mulher passou a comandar, no Vaticano, um órgão de alta relevância, o Dicastério para a Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. A escolhida foi a freira Simona Brambilla, de 59 anos. Ela é a autoridade maior de uma instituição supervisora das ordens religiosas masculinas e femininas, no tocante ao contato da Igreja Católica com seus seguidores, em uma perspectiva mundial. Trata-se de dirigir o mais importante posto na Cúria Romana.
Chamado aos jovens
A participação efetiva e afetiva do Papa Francisco na ampliação das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) é notória, avaliou a CNBB, à época. Uma aproximação da Igreja com os jovens que incentiva o diálogo, a participação ativa e o engajamento social. Com o uso de uma linguagem acessível tais encontros valorizam a troca de experiências e a urgência na construção de um mundo mais justo e fraterno. Temas como a crise ambiental, a desigualdade social, a cultura do descarte e a importância da construção da paz são frequentes.
Quanto ao pontificado do Papa Francisco, reportagem publicada em 12 de março de 2018, no site da BBC Brasil, intitulada – O legado dos cinco primeiros anos de Francisco, o papa ‘que desceu do trono’ – traz uma compreensão de Edison Veiga, de Milão (Itália).
O jornalista analisou a conjuntura na qual o cardeal Borgolio tornou-se Francisco: “uma Igreja em crise – em meio a diversos escândalos de pedofilia do clero, com divisões internas e perdendo fiéis e popularidade em todos os cantos do mundo – após uma histórica renúncia, já que Bento 16 foi o primeiro pontífice a abdicar do trono de Pedro em quase 600 anos”.
A visão de Igreja, de acordo com Veiga, do papa latino-americano é aquela da misericórdia, de acolher os mais fracos, de acolher os mais variados modelos de família, de pensar no meio ambiente doado por Deus e com a urgente necessidade de preservá-lo, considerando em primeiro lugar os mais frágeis da sociedade.
Quando comparamos as avaliações da CNBB e a do jornalista Edison Veiga encontramos diferenças, mas ambos chegam à conclusão de que o atual Santo Padre é marcante na história da Igreja Católica. Diante disso, deixo a pergunta: qual será o legado do Papa Francisco?
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