Aluna da Unifor é convocada para seleção brasileira feminina de futsal universitário 

Flávia Mayane disputará torneio mundial a ser realizado em cidades de Portugal no mês de julho


Por Guilherme Gonsalves e Vinícius Gabriel

A estudante de 23 anos Flávia Mayane, do terceiro semestre do curso de Educação Física da Universidade de Fortaleza (Unifor), foi convocada para a seleção brasileira feminina, que irá disputar o Campeonato Mundial Universitário de Futsal – (World University Championship Futsal). O torneio é organizado pela Federação Internacional do Esporte Universitário (FISU). A competição será realizada em Portugal, nas cidades de Braga e Guimarães, com os jogos acontecendo entre os dias 18 e 14 de julho.

Ao todo foram convocados 28 atletas, 14 no futsal feminino e 14 no masculino. A CBDU (Confederação Brasileira de Desporto Universitário) selecionou os melhores universitários em atividade para a disputa do torneio mundial. Os atletas devem estar entre os critérios de ter nacionalidade do país que representará; ter no mínimo 18 anos e no máximo 25, no dia 31 de dezembro do ano do evento (para 2022 os atletas devem ter nascido entre 01/01/1997 e 31/12/2004); e estar regularmente matriculado em uma Instituição de Ensino Superior (IES), ou ser ex-aluno de uma ISC, com diploma datado do ano anterior à realização do evento (2021).

Mayane representará Unifor entre as universidades selecionadas / Fotos: Kely Pereira

Flávia Mayane é formada em Energias Renováveis, também na Unifor, e a bolsa de estudos permitiu ter essa vantagem de concluir um curso e conseguir começar outro, com o qual ela se identificou muito e agora se destaca. O Newslink fez entrevista exclusiva com a jogadora sobre a sua convocação.

Newslink – Teve dificuldades no esporte e como foi superá-las?

Flávia Mayane – Meu maior desafio no esporte foi uma lesão no ligamento cruzado anterior (LCA), no meu joelho direito,  em 2018, e isso aconteceu logo após eu voltar da Competição Sul-Americana, no Chile, onde fui campeã pela Seleção Brasileira Sub20. Houve um rompimento desse meu LCA durante uma partida dos Jogos Universitário Brasileiro, JUBS de quadra, que disputamos com a camisa da Unifor. Esta é uma lesão com uma recuperação muito dolorosa e longa. Passei nove meses longe das quadras. 

Acredito que este foi o momento mais desafiador na minha carreira, pois ficar tanto tempo longe daquilo que você ama fazer, é bem delicado. Porém, foi uma virada de chave, aprendi valores como disciplina, dedicação e gratidão. E a Unifor me deu todo o suporte para que  pudesse me recuperar da melhor forma possível, desde a cirurgia até a volta às quadras.

NL – Como foi o começo no futsal? O que lhe motivou?

FM – O esporte sempre foi muito presente na minha família, principalmente o futebol. Na minha cidade, Limoeiro do Norte, havia as olimpíadas comunitárias, uma competição com todas as modalidades, e minha família estava sempre envolvida em praticamente todas as modalidades. Então, acredito que já estava no DNA. 

Desde os meus 7 anos jogava com os meninos do me bairro, todas as tardes no campo que tem atrás da minha casa. Aos 11 anos, joguei minha primeira competição de futsal, justamente Olimpíadas Comunitárias (já na categoria adulta) e consegui contribuir para que meu bairro chegasse à primeira final da história de todas as olimpíadas. A partir daí fui chamada para participar da equipe adulta da cidade e, com 11 anos, fiz minha primeira viagem em competição e fomos campeãs. A minha chegada à Unifor foi em 2016 para jogar a competição cearense sub 20. E, no ano seguinte, 2017, fui integrada ao adulto da Unifor.

NL – Você ficou surpresa com a convocação?

FM – Fiquei surpresa sim. No Brasil há muitas atletas qualificadas e estar entre elas é saber que estou no caminho certo. Estou muito feliz de representar meu país e elevar o nome da Unifor, e muito ansiosa também. Acredito que a ficha só irá cair quando chegar lá e vestir esse manto tão grandioso e respeitado. O Brasil venceu todas as edições que participou, então gostaria de contribuir para que a hegemonia do país seja continuada.

NL – Quais são suas expectativas para o Mundial? Qual pode ser o desempenho do time e o seu individualmente?

FM – É uma competição difícil, de tiro curto, onde as seleções universitárias também são muito qualificadas, mas acredito que iremos sim fazer uma grande competição. 

Espero poder contribuir para o êxito da equipe e me doarei ao máximo para que o meu melhor esteja em quadra, jogo a jogo. E como citei anteriormente, espero que, como equipe, possamos fazer com que esse título volte para o Brasil.

Foto em destaque: Kely Pereira

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