Manchester City e Milan escreveram capítulos históricos ao serem campeões nacionais

Os italianos acabaram com o jejum de 11 anos e os ingleses conquistaram seu quarto título em cinco anos


Por Vinícius Gabriel e Guilherme Gonsalves

Neste domingo, 22, ocorreram as definições dos principais campeonatos nacionais da Europa, com direito a virada histórica e quebra de jejum. Foi o que aconteceu na Premier League e na Série A, nas quais City e Milan se sagraram campeões ingleses e italianos, respectivamente, nas últimas rodadas.

Manchester azul novamente

Após 38 rodadas de muito equilíbrio e disputa, a Premier League guardou as maiores emoções para o final. A rodada começou longe de ser definida. O Manchester City liderava com 90 pontos e encarava o Aston Villa, do técnico Steven Gerrard, dentro de sua casa, enquanto o Liverpool media forças com o Wolverhampton, em Anfield, com 89 pontos. Com as partidas acontecendo simultaneamente, o primeiro tempo acabava com os Reds empatando em 1 x 1. Já o time de Pep Guardiola estava perdendo pelo placar de 1 x 0, colocando uma dose de drama a mais.

Na segunda etapa, a situação ficou ainda mais dramática para o City após Philippe Coutinho, ex-Liverpool, marcar o segundo gol do Aston Villa na partida. O time de Manchester então mudou de postura e, com mexidas de seu técnico, se impôs no jogo, Gundogan então diminuiu para o time da casa, aos 76 minutos do segundo tempo. Sem deixar o adversário respirar, Rodri empatou, em belo chute de fora, e aos 81 minutos, Gundogan apareceu novamente na área para virar e dar o título para o City. 

O time da cidade de Manchester conquistou o seu oitavo título de campeonato inglês, sendo a quarta Premier League em cinco anos. A virada e o título nos minutos finais lembraram muito o troféu de 2012, quando Agüero marcou o inesquecível gol contra o Queens Park Rangers e deu ao City o primeiro campeonato inglês em 44 anos.

“A Itália pertence ao Milan”

Em 2011, o mundo era outro. O Brasil tinha Dilma Rousseff como presidente, a Guerra no Afeganistão terminou, o casamento do príncipe William com Kate Middleton era transmitido para o mundo todo e o Milan ganharia seu último Campeonato Italiano. 

Os Rossoneros, que já ganharam sete vezes a Liga dos Campeões, passaram por uma turbulência em sua história. Devido a más gestões, o time ficou 11 anos sem ganhar a Série A e, depois de 2013, ficou muito tempo fora da maior competição de clubes do mundo. O time até ganhou uma Supercopa da Itália na temporada 2016/2917, mas sem muito prestígio. 

Depois de grande reformulação, apostando principalmente em jogadores jovens, a equipe começou a se recuperar, chegando à Liga Europa com frequência. Mas, a partir da temporada 2020/2021, depois de um vice-campeonato italiano, voltou à Champions para alegria da torcida e dos fãs de futebol. Na temporada seguinte, não foi bem na competição, caindo logo na fase de grupos, mas o foco era o campeonato nacional, muito disputado com a Inter de Milão, que buscava o bicampeonato, mas, na última rodada, o título foi decidido.

Cidade de Milão com as cores rossoneras / Foto: Divulgação (AC Milan)

Jogando fora de casa contra o Sassuolo, os rubro-negros dependiam de si para conquistar a taça e assim foi feito. Com dois gols de Giroud e um de Kessié, a equipe conquistou a vitória e acabou com o jejum de 11 anos sem o nacional.

Houve grandes destaques, como o português Rafael Leão, que fez uma temporada sensacional, sendo o artilheiro da equipe junto com Olivier Giroud e sendo líder de assistências. O lateral-esquerdo francês, também foi um dos que também se destacou, dando qualidade no setor, tanto na defesa quanto no ataque, e se tornando o segundo jogador com mais assistências do clube na temporada. 

Além deles teve o emblemático Zlatan Ibrahimovic, que voltou em 2020 e ajudou na recuperação do clube e, apesar de sofrer muito com lesões e não ter participado da maioria dos jogos, o centroavante sueco foi peça fundamental no vestiário da equipe, ajudando no incentivo e no apoio aos jogadores. Por último, o destaque principal foi o técnico Stefano Pioli, que chegou em 2019, depois de um bom trabalho na Fiorentina, e foi primordial na reconstrução da equipe, com um esquema de jogo interessante e bonito de se ver, além de ter bom controle de vestiário.

Foto em destaque: Divulgação (Manchester City) / Divulgação (AC Milan)

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