Fotógrafo fortalezense captura o último eclipse total “Lua de Sangue” com a câmera do celular

Utilizando um telescópio acoplado ao  telefone móvel, Iann Barros  mostra fotos exclusivas do fenômeno e de sua exploração astrofotográfica

Por Pedro Dias

Na madrugada desta segunda-feira,15, foi possível presenciar o espetacular fenômeno natural do eclipse lunar, ou como é chamado popularmente, “a Lua de Sangue”. O eclipse ocorreu devido ao alinhamento entre a Terra, a Lua e o Sol. Seu nome se dá pela coloração avermelhada da lua após ter sido totalmente coberta pela sombra da terra. Iann Barros, fotógrafo, 20 anos, aproveitou essa oportunidade única para gravar este evento em suas fotos.  

O eclipse total ocorreu por volta das 00h30, momento em que a Lua já estava totalmente coberta pela sombra da terra, e alcançou seu ápice por volta das 1h11 da madrugada, quando foi possível contemplar a mudança em sua coloração. Durante esse período de tempo, fotos de toda transição progressiva do eclipse foram feitas pelo fotógrafo.

Na fotografia de Iann Barros, a montagem das etapas do eclipse lunar, Peroba, 2022

Iann busca em seu trabalho retratar uma paixão que vive dentro de muitas pessoas: a curiosidade sobre os segredos do universo em que vivemos. Esse fascínio começou em uma viagem que fez durante a sétima série para Quixadá. “Meu professor tinha um laser e com ele mostrava as constelações pra gente”, conta o fotógrafo. “Naquela época, não fazia ideia da proporção daquilo tudo, mas, com certeza, era maior que tudo que já tinha imaginado antes. Essa viagem foi o que despertou o meu interesse pelo universo.”

Em uma conversa com o Newslink, o fotógrafo conta sobre sua trajetória com a astrofotografia. “Mesmo gostando de Astronomia desde a escola, só fui me interessar pela astrofotografia ano passado. Já tinha visto algumas fotos de nebulosas, mas nunca entendi ao certo o que eram e nem como eram feitas, Quando descobri que eram objetos celestes que poderiam ser fotografados com telescópios, fiquei maravilhado.” 

Foto guardada – com configuracoes defenidas.

Quando perguntado sobre qual seria o melhor local para se fazer uma fotografia do céu, Iann respondeu:  “Definitivamente longe da cidade! ”, disse o fotógrafo. “Quem já teve a oportunidade de observar o céu noturno do interior, por exemplo, com certeza sabe a diferença que faz!”. Essa diferença se dá pelo grande contraste de poluição visual que existe entre as regiões metropolitanas e cidades do interior. A luz dos prédios, a luz dos postes e várias outras fontes de luz artificiais se acumulam e afetam diretamente nossa leitura desses objetos celestes. “Em alguns lugares podemos ver até mesmo a nossa galáxia e suas nebulosas a olho nu”, acrescenta.

Iann ainda informa que, para fotografar a via láctea, ele utiliza apenas o seu celular com o auxílio de um tripé para estabilizá-lo. Mas, quando ele se propõe a fotografar planetas, nebulosas e galáxias mais distantes, ele acopla o celular ao seu telescópio, modelo newtoniano refletor de 130 milímetros, já que estes demandam um alcance de foco maior. 

Foto: Iann Barros, Via Láctea com a  Lua de Sangue, Peroba, 2022

Segundo informações divulgadas pelo Diário do Nordeste a Lua de Sangue, evento que consiste na transformação da coloração branca da lua em vermelha durante o eclipse, só acontecerá novamente em 2029. É esperado, entretanto, que, ainda este ano, ocorra outro eclipse lunar total no dia 8 de novembro, como publicado por especialistas na revista Exame.

Enquanto isso, podemos olhar para outros pontos do céu, admirando a vastidão e beleza que existe em torno de nós. 

Para mais fotos, siga o instagram: 

@observeestrelas

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