Beisebol Fortaleza enfrenta dificuldades para quem joga e é fã da modalidade 

Devido à falta de investimento no estado, o esporte precisa caminhar com as próprias pernas para poder progredir


Por Vinícius Gabriel

O maior esporte do mundo é o futebol, com uma gama enorme de admiradores, além de provocar muitas emoções até para quem não o acompanha. No Brasil não é diferente. Isso é refletido em conquistas mundiais de seus times e de sua seleção, além de sua torcida, que é apaixonada. No Ceará, este fenômeno pode ser visto nos dois maiores times do estado, Ceará e Fortaleza. Além dele, existem outros esportes visados na capital, mas alguns deles não são muito conhecidos e, por isso, não conseguem investimento, como o beisebol.

Este esporte é um dos mais conhecidos nos Estados Unidos. Tem sua origem em 1839, usa tacos, luvas e bolas como principais materiais para jogos. Apesar de ser uma modalidade antiga, no Brasil, ele não tem grande divulgação. Em Fortaleza, o número de equipes praticantes do esporte ainda é bastante pequeno e pouco conhecido, o que dificulta ainda mais o reconhecimento da prática.

Com o surgimento entre 2008 e 2009, o time Fortaleza Beisebol começou a dar seus primeiros passos. A equipe surgiu a partir da admiração de Dilson Azevedo, que se interessou e acabou trazendo o desporto para sua vida e de seus amigos. A partir disso, foi montado um plantel de amigos que admiravam a modalidade e que sentiam a necessidade de mostrar para a capital cearense, que beisebol também é um esporte para brasileiros.

Em entrevista ao News Link, Azevedo falou sobre como surgiu este projeto. “Começou como um rachão no aterro da Praia de Iracema e cada um levava um equipamento. Com isso, fomos treinando em mais locais. Começaram, então, a surgir mais interessados, chegando a uma boa quantidade de integrantes. Como vinham muitos novatos, tivemos que ensiná-los. Deixou de ser só racha para virar treino mesmo”, disse o jogador, ao ressaltar que, com a evolução, passaram a participar de campeonatos em Fortaleza e em Salvador, além de planejar o mais importante que é em São Paulo.

Quando perguntado sobre as adversidades, Azevedo se pronunciou sobre a falta de investimento e os problemas para os treinos. “Infelizmente não existe investimento, nem do setor privado e público. Outros esportes também têm essa dificuldade, mas no beisebol é maior, pois precisa de espaço para jogar e não pode ser em qualquer local, já que é um esporte que precisa de muito espaço, diferente do futebol, no qual pode se adaptar. Além disso, vem a dificuldade financeira já que material de beisebol é bem caro e muito complicado de se achar na cidade, quando achamos, está em péssimas condições”, complementou, destacando o esforço do time em se empenhar a competir, como fazer rifas para ajudar nas despesas de hospedagem, equipamentos para participar dos campeonatos, além de fazer parcerias para conseguir transporte, pois o preço é altíssimo.

Beisebol Fortaleza busca seu espaço no cenário esportivo/Foto: FortalezaEC/Divulgação

Quando perguntado sobre a parceria com o Fortaleza, ele explicou como foi muito gratificante e que deu um bom crescimento para o time. “A parceria foi algo por acaso, pois um cara chamado Benjamin Arnold, morou nos EUA por muito tempo e o filho jogava com a gente. Arnold nos ajudou muito pois era um amante do esporte. Ele conhecia um pessoal da diretoria do Fortaleza e soltou a ideia, que amadureceu e depois virou realidade. Eles fizeram nossos uniformes, deram uma ótima ajuda tanto que conseguimos o segundo lugar em um dos campeonato que participamos. Nunca imaginamos ter um grande apoio como esse, então é muito gratificante.”

Ele finalizou explicando como será o futuro da equipe. “Devido às chuvas não estamos conseguindo treinar com frequência, pois o campo fica ruim e não temos outro lugar e horário para praticar. Vem sendo bem difícil já que não tem apoio, campeonato, além do fator principal que é a pandemia que atrasou muito a nossa volta, além de alguns profissionais da saúde fazerem parte do time estarem na linha de frente contra o vírus, além de muitos terem familiares idosos”, acrescentou o atleta, ao destacar o planejamento para 2023, já que os campeonatos são no final do ano e neste haverá a Copa do Mundo, além de destacar o investimento nas redes sociais.

Foto em destaque: Leonardo Moreira/FortalezaEC

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