“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” inova com um filme mais ‘assustador’

Sam Raimi entrega um filme diferente para os padrões da Marvel. Filme estreia nesta quinta-feira, 5, nos cinemas brasileiros


Por Matheus Moreira

Kevin Feige, chefe da Marvel Studios, afirmou que “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” seria um filme mais “assustador”. Muitos fãs pensaram que essa  poderia ser a obra mais ligada ao gênero de terror feito pela Marvel. O filme estreia no Brasil nesta quinta-feira, 5. Até traz elementos do gênero, mas nada muito profundo. A obra mescla o terror com o estilo heróico que costuma ter nos filmes da Marvel. Embora diferente do que os fãs estão acostumados, o resultado dessa mescla é bem agradável. 

O filme é ambientado depois de “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”. A obra apresenta  Stephen Strange, Benedict Cumberbatch, tentando alinhar sua vida depois de mexer com o multiverso. Só que uma nova ameaça surge em Nova York e o faz  voltar à ação. E, ao lado do Wong, Benedict Wong, ele tenta salvar America Chavez, Xochitl Gomez. Ela vem de um universo paralelo e tem o poder de abrir portais para o multiverso. E é esse poder que interessa ao vilão.

Em busca de tentar proteger a garota, Strange procura Wanda Maximoff, Elizabeth Olsen, que estava isolada em um local desde os acontecimentos que aconteceram em “Wandavision”, pois ela tem conhecimentos sobre o multiverso. A questão é que era um problema maior do que o Doutor Estranho poderia aguentar, fazendo com que ele tenha de atravessar o multiverso atrás do Livro de Vishanti, que concede ao mago o poder necessário para derrotar seu inimigo.

 Doutor Estranho conjurando um feitiço / Foto: Divulgação
Sam Raimi

O grande destaque deste filme é o diretor Sam Raimi, que traz um novo rosto aos filmes da Marvel. O diretor voltou a dirigir um filme de heróis desde a trilogia do Homem-Aranha, de Tobey Maguire. Acostumado a fazer filmes do gênero terror, ele introduz um pouco neste filme. Nada muito exagerado, considerando que é um filme da Marvel. Mas, o suficiente para dar seu toque original ao filme. Outro ponto é o humor, que diferente do primeiro filme não é tão forçado. 

O ponto negativo é o roteiro que não dá conta de tantas histórias paralelas, não conseguindo ligá-las perfeitamente e demoram a engrenar. Outra questão é o fato da obra estar ligada a muitos filmes e séries que tiram um pouco da identidade do filme. Isso deixa o filme mais comum.

Feiticeira Escarlate

Benedict Cumberbatch revela mais uma boa atuação e se mostrou muito confortável fazendo o papel do Doutor Estranho, mestre das artes místicas e também seus outros Stranges de outros universos.

Mesmo sendo o filme do Doutor Estranho, a Feiticeira Escarlate foi o destaque. O aprofundamento que tem na personagem, principalmente sobre os seus poderes, depois dos acontecimentos de “Wandavision”, cativa muito os espectadores, mesmo tendo atitudes questionáveis.

Legenda: Feiticeira Escarlate em ação de novo do filme Doutor Estranho / Foto: Divulgação

Foto em destaque: Divulgação

One thought on ““Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” inova com um filme mais ‘assustador’

  • 6 de maio de 2022 em 14:46
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    Matheus, você conseguiu despertar ainda mais meu interesse em assistir esta obra que promete recorde de bilheteiras. FANTÁSTICO!

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