Jovens escolhem carreira de influenciador em meio a expansão das redes sociais

O ganho de popularidade e a independência financeira são pontos sedutores da profissão

Por Carlos Enrique

Tem se tornado cada vez mais comum o surgimento de jovens influenciadores nas redes sociais brasileiras. Diferentes aspectos fazem reluzir os olhos daqueles que pretendem se tornar importantes figuras neste ramo. O retorno financeiro, aliado à grande exposição inerente à profissão, são pontos de destaque.

Instigados pela independência financeira e pelo ganho de popularidade, uma fatia da população no Brasil almeja a carreira de influenciador digital. Em pesquisa realizada pela INFLR com 3.100 jovens, 75% dos entrevistados afirmaram que expor suas opiniões para o público na internet é um fator de sedução da profissão. 

Ao comentar o resultado da pesquisa, Thiago Cavalcante, sócio-diretor da INFLR, afirmou que por terem nascidos em uma ambiente ubíquo e diversificado, é natural que os jovens se sintam mais inclinados a seguir carreira no meio digital.  “A geração Z nasceu em um mundo em que a internet já existia e os mais jovens enxergam nela a oportunidade de trabalharem com o que eles realmente gostam”, disse em comentário veiculado no site Meio & Mensagem.

Rayssa Buq quer expandir sua influencia e realizar shows em todo o Brasil / Foto: Arquivo Pessoal

Rayssa Buq, 21, é mais um exemplo de jovem que permeia os mais diferentes ambientes digitais com seu talento e humor. Antes de se aventurar nas redes sociais, a jovem afirma ter trabalhado com produtos de beleza, mas o desejo de começar a carreira de influenciadora a fez repensar seu plano de vida. “Tive esse desejo desde sempre. Tentei na maquiagem e nunca deu certo. Mas quando tentei no humor, deu muito certo”.

Além de fazer sucesso na internet, a jovem sonha em expandir sua influência. “[Quero] Ser maior, bem maior do que sou hoje. Almejo palcos com shows lotados. É um sonho e vou chegar lá. Desistir, nunca. Mesmo quando tudo parece que já não tem mais como, no final sempre vai ter um jeitinho. De verdade”, afirmou Rayssa.

Theo Macmillan decidiu seguir carreira como influenciador após ir a evento com amigos / Foto: Arquivo Pessoal

Matheus Lima, 26, conhecido como Theo Macmillan, também enveredou pelos caminhos das redes sociais. O jovem declara que começou a se interessar pela carreira de influenciador quando foi convidado a participar de um evento. “Vi que queria entrar neste meio, por ser algo interessante do meu ponto de vista. Hoje tenho meu portal de notícias, onde falo sobre beleza”. 

Um dos pontos positivos da carreira, admite Macmillan, é ter a oportunidade de passar uma mensagem inspiradora àqueles que o seguem. “Quero assegurar que eles podem vencer na vida. Por vezes não temos com que falar, e quem está ouvindo pode se inspirar para alcançar coisas na vida”. 

Issaff Karhawi, doutoranda em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade São Paulo, debate o papel cada vez mais afirmativo de influenciadores no meio digital em seu artigo “Influenciadores digitais: conceitos e práticas em discussão”.

Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), em 2019, afirma que 52% dos usuários brasileiros de internet seguem algum influenciador digital. A porcentagem se expande quando são destacadas apenas as pessoas entre 16 e 24 anos.  Nesta faixa etária, 75% dos entrevistados afirmaram que acompanham profissionais da área. 

O estudo também atesta que 74% dos ouvidos seguem algum influenciador, pois estes produzem conteúdos com informações relevantes.

Ilustração em destaque: Chate

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