Aluno de jornalismo produz revista que aborda o negacionismo ao longo da história

O produto foi baseado em pesquisas sobre o questionamento das pessoas e a negação da Ciência em momentos históricos. O material foi criado pelo estudante João Victor Zandoná


Por Cadu Franco

O impacto social causado pelas informações da covid-19 gerou dúvida e incerteza para os brasileiros, principalmente quando envolve o assunto da vacina, desenvolvida para impedir o avanço do vírus. O tema do negacionismo foi debatido em sala de aula durante a disciplina Design Jornalístico, do curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza, e a Revista Lux foi desenvolvida por Zandoná, levantando questões históricas sobre o pensamento humano, pandemia, Segunda Guerra Mundial e a Ciência no decorrer dos anos.

O aluno afirma que a negação de fatos comprovados cientificamente, como a eficácia das vacinas produzidas na pandemia, ocorre repetidas vezes durante a evolução humana. “O negacionismo está ligado à humanidade há muito tempo. As pessoas se negam a acreditar nos fatos, seja por medo, ou por insegurança, mas é um fator que atrapalha o desenvolvimento”, declarou. Ele salienta que sempre existiram pessoas que resistem em acreditar na realidade, impedindo a velocidade do trabalho dos cientistas.

A revista cita períodos históricos, como a Segunda Guerra Mundial, onde existiam pessoas que contestavam a existência de campos de concentração durante o governo de Hitler, e a forte influência da Igreja Católica na moldação dos pensamentos dos indivíduos. “Para calar quem trouxesse a ciência para o debate, eles usavam o poder que tinham para executar pessoas na fogueira”, cita. Zandoná defende que a falta de conhecimento é o principal motivo para a negação da verdade.

Em relação ao negacionismo no momento da pandemia, o estudante atesta que as pessoas encontram meios psicológicos para resistir à realidade, criando a ideia que a vacinação seja maléfica ou sem efeito. “As pessoas desinformadas são as que mais negam a eficácia comprovada por cientistas. Às vezes queremos tanto acreditar em algo, que quando surge uma visão oposta ao que pensamos, tendemos a não aceitar que aquilo seja verdade, pois vai contra a sua crença”, completa.

João Victor Zandoná: “Foi inesquecível o trabalho e a convexidade que eu tive ao produzir esse material” /
Foto: Arquivo pessoal

A Revista Lux foi produzida como um produto de Design Jornalístico, mas o aluno decidiu continuar o projeto depois da disciplina e desenvolver outros temas para acrescentar ao material. “Após entregar a estrutura da revista, decidi complementá-la com meus estudos, com imagens e textos que fui implementando ao longo da produção. Acabei adentrando em muitos fatos históricos sobre o negacionismo, pois eu não queria abordar apenas fatores políticos, ou a questão das vacinas”, afirmou.

O material teve como base entrevistas com professores de História, além de pesquisas por meio de materiais literários e meios de comunicação. Toda a produção, execução e diagramação da Revista Lux foi realizada pelo aluno, que revela o desejo de ter abordado o negacionismo e as suas vertentes sociais ao decorrer dos anos.

João Victor também produz artes visuais, poemas, textos e briefings e está sempre procurando adquirir experiência nas áreas do jornalismo. O autor diz que atualmente não tem planos para vincular um de seus trabalhos. “Agora não planejo divulgar, mas como todos os dias, acabo produzindo algo, e é o mais provável a acontecer. Gosto de videogames e da história quando há debate”, diz. Para ele, a experiência da produção de revista trouxe um novo hobby que ele pretende aprofundar.

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