Cotidiano da feira livre de Aracati é construído por encontro de pessoas

A fotógrafa e estudante de jornalismo, Ísis Rebouças, revela o interesse de gerar reconhecimento a esses locais que estão sendo esquecidos pela sociedade


Por Cadu Franco

Com preços mais baratos que nos supermercados tradicionais, as feiras de ruas ocorrem nos bairros de cidades do interior do Ceará e também em Fortaleza, atraindo consumidores que buscam alimentos frescos. Segundo a estudante Ísis Rebouças, do curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza, a feira localizada em Aracati, a 150 km da Capital, chamou a atenção pelas cores e pelo cotidiano dos fornecedores.

O ensaio é voltado para mostrar o dia a dia de quem é feirante, consumidor e visitante do local. Ísis afirma que o movimento de pessoas e a atividade de troca na feira chama sua atenção enquanto fotografa. “Essa situação caótica que é a feira, é algo que acho muito interessante. Este ensaio é voltado para a ideia de percepção das pessoas do local, feirantes, moradores e clientes. Também está focado nas cores, nas texturas e naqueles produtos que são produzidos, e os que são vendidos lá”, completa.

Ísis diz que gosta da ideia da feira, por ser “um ambiente de trocas e da valorização do comércio local que traz uma perspectiva sociocultural interessante” / Foto: Arquivo pessoal

Ísis, que estava a passeio em Aracati, ressalta que foi bem recebida no local e que despertou o desejo de trazer visibilidade para os comerciantes locais. A fotógrafa considera que é importante valorizar as feiras de rua, pois é uma maneira de apreciar o comércio local, e todas essas questões econômicas que acabam passando despercebidas. “São comunidades que precisam do nosso apoio e reconhecimento, pois estão sempre presente na nossa sociedade. É importante ter essa consciência e se aproximar dessa perspectiva”, salienta.

Com o advento da urbanização, algumas feiras de rua tradicionais foram desaparecendo de alguns pontos da cidade e se concentraram em bairros periféricos. “As pessoas estão se afastando bastante desse hábito de ir a feiras de rua. Dá pra notar que a maioria que vai para as feiras de rua são idosos, é uma questão local e cultural. Por aqui no Ceará, não está tendo muita importância”, diz. A estudante conclui afirmando que ir à feira é um hábito saudável e entende que deve ser mais valorizado pela população.

  • Fotos: Ísis Rebouças

Confira os locais que as feiras livres funcionam em Fortaleza:

http://www.ondetemfeira.com.br/fortaleza/quinta

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