Ação do marketing conscientiza alunos por meio de intervenção em estátuas no campus

Com o retorno presencial das aulas, obras de escultura da Universidade de Fortaleza são foco de uma estratégia sobre uso de máscaras no âmbito da instituição


Por Vinícius Costa Lima

Estátuas espalhadas pelo campus da Universidade de Fortaleza podem ser vistas utilizando máscaras para se proteger contra o coronavírus. A ação, que busca chamar a atenção para o uso do equipamento, foi idealizada pelo produtor gráfico Robério Ângelo, do Departamento de Marketing da Unifor.

Robério lembra que, com o retorno à universidade ainda em 2021, o uso de máscaras em área comum sempre foi uma grande preocupação da direção. Ele, então, bolou essa intervenção como uma maneira incisiva e bem humorada de abordar o assunto.

Para o produtor, o uso da máscara é muito importante, principalmente em lugares fechados com muita gente. “Espero que continuemos com essa cultura do uso de máscara, não apenas por conta do coronavírus, mas em decorrência de outras doenças que podem ser transmitidas pelas vias aéreas”. Ele ressalta ainda que “esse cuidado é para a vida, esteticamente é feio mas temos que priorizar a saúde”.

“Não gosto de estar no Centro de Convivência. Ninguém fica de máscara lá. Tem gente comendo, mas muita gente transita sem máscara”.

Asher de Holanda

Além das estátuas, a influenciadora digital da instituição, Moema Pernalta, também está fazendo uso do Equipamento de Proteção Individual desde o retorno presencial. A intervenção mira as áreas de convivência comum entre os alunos, ambientes fechados onde a aglomeração sem máscara é uma preocupação.

O estudante Asher de Holanda, do primeiro semestre de Jornalismo, se posicionou sobre as aglomerações. “Não gosto de estar no Centro de Convivência. Ninguém fica de máscara lá. Tem gente comendo, mas muita gente transita sem máscara”.

Com a flexibilização do uso de máscaras na maioria dos estados – inclusive o Ceará – e no Distrito Federal, o uso cotidiano vem sendo cada vez mais desprezado. Na última segunda-feira, 21, o uso de máscaras ao ar livre foi dispensado por decreto do governador Camilo Santana, consequentemente nas áreas externas.

O artigo de proteção torna-se opcional em ambientes externos e o uso continua sendo recomendado para pessoas com comorbidades, idosos, pessoas com sintomas gripais e em caso de aglomeração.

A partir de então, estabelecimentos de todos os tipos também exigirão o comprovante da 3ª dose da vacina contra a covid-19. Além de estabelecimentos comerciais, pousadas, museus e  órgãos públicos só permitirão a entrada mediante a apresentação do documento com o ciclo vacinal completo. 

Em uma sequência de posts em sua página no Twitter, o  médico e cientista Miguel Nicolelis aborda algumas das consequências em longo prazo do coronavírus.Outro aspecto criticado pelo médico é o uso político da flexibilização do uso de máscaras em ano de eleição.

Nicolelis se preocupa com a banalização da covid-19 em longo prazo. “Este vírus pode causar múltiplas complicações crônicas graves, que reduzem qualidade de vida e podem ser fatais.”

O cientista destaca os efeitos crônicos da doença. “A covid-19 crônica pode afetar o sistema reprodutor de homens e mulheres com consequências ainda desconhecidas a longo prazo”. Ele complementa ressaltando que ”pelo bem dos seus familiares mantenha o uso das máscaras e evite ao máximo aglomerações”.

  • Fotos: Vinícius Costa Lima

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