Curso de Moda transforma faixas de pedestre em passarela para desfilar suas produções

O desfile tem como proposta aproximar o que é produzido no espaço acadêmico da população, levando peças desenvolvidas pelos alunos durante a graduação para o espaço urbano


Por Beatriz Bandeira, Carlos Enrique e Vinícius Gabriel

O curso de Design de Moda da Universidade de Fortaleza realizou, nesta terça-feira, 1º de janeiro, mais uma edição do desfile “Tá na Moda, Tá na Faixa”. A proposta é levar os projetos, desenvolvidos por alunos e egressos do curso durante a graduação, às faixas de pedestre na capital cearense. Um dos principais objetivos do projeto é dar acesso à moda para se relacionar com o espaço urbano e com o dia a dia dos fortalezenses, tornando-a mais acessível às pessoas. Kelly Cristina, que assistiu ao desfile, disse que foi surpreendida pelo projeto: ”Estou achando super interessante, inovador. Me admirei com esse evento no meio da rua.” 

São os olhares que os profissionais da moda estão procurando. O professor Ricardo Bessa compartilhou que sente “a alegria de ter a moda como elemento importante da cultura não só do Ceará mas do mundo, mas também divulgar o curso, que é o melhor curso de Design de Moda, de Fortaleza.” 

Bessa, no entanto, também aponta que um desfile como este, “no meio de movimento contínuo que não pára, no meio da rua, sendo que os carros estão passando, tem todos os riscos. Também é um movimento efêmero, que tem que ser rápido, não só para divulgar a mensagem que o curso quer trazer, mas também para ser visto e ser notado. Quem não é visto não é falado.”

O projeto “Tá na Moda, Tá na Faixa” também já esteve na Avenida Treze de Maio e na Avenida Dom Luís / Foto: Beatriz Bandeira

Por lidar com o espaço público de grande circulação, a organização do evento requisita a autorização da prefeitura e conta com o apoio da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania. “É um ambiente diferente, inusitado e até um pouco perigoso, mas a gente tem sempre o apoio de quem a gente precisa para fazer o evento, da AMC e de toda a estrutura da Unifor que nos apoia com os eventos,” afirma a professora Fernanda Moriconi, que leciona Modelagem Tridimensional e Laboratório de Prototipagem.

 O planejamento do evento, neste caso, tem início com pelo menos um mês de antecedência. “Na verdade, um evento desse movimenta muitos setores. A gente contrata modelos, contrata maquiadores, também estimula o aluno, o profissional designer de moda, que vai ter visibilidade, notoriedade, com as peças desfiladas. Querendo ou não, um evento, por mais que seja com porte pequeno, movimenta toda uma cadeia,” conta Priscila Medeiros,coordenadora do curso de Moda da Universidade de Fortaleza,

A coordenadora também destacou que a escolha da rua  para o desfile levou em consideração tanto o movimento da Avenida Historiador Raimundo Girão quanto à importância histórica do local para a cidade de Fortaleza. A faixa de pedestres contrasta com o nonagenário Ideal Clube, espaço conhecido por seus eventos sociais e que preza pelo glamour e pela beleza feminina. Mesmo assim, é no cruzamento em que a apresentação acontece, em meio aos ciclistas e ao movimento da cidade, acompanhado pelos olhares dos transeuntes. 

“A gente sempre teve essa vontade de levar a moda para se relacionar com a cidade, tirar um pouco a nossa moda da Academia, da Universidade, e tornar essa moda mais próxima e mais acessível das pessoas, e a melhor maneira era levar essa moda para a rua, que tem gente, que tem movimento, então esse foi o intuito, aproximar a moda do dia a dia e da vida das pessoas,” explica a coordenadora.

Foto em destaque: Beatriz Bandeira

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