Técnico Juan Pablo Vojvoda e fãs homenageiam Maradona após um ano de sua morte

Treinador do Fortaleza elege o ídolo argentino como um dos maiores gênios da história do futebol, cujo falecimento ainda hoje envolve mistérios e indiciamento de sete médicos

Por  Rodrigo Osterne 

O treinador Juan Pablo Vojvoda, do Fortaleza, em entrevista exclusiva ao NewsLink,  afirma que o legado deixado por Maradona ao futebol será eterno. Além do treinador argentino, fãs de Diego Armando Maradona se manifestaram em passeata pelas ruas de Buenos Aires, nesta quarta-feira, 24, em homenagem ao ídolo argentino, um ano após sua morte em decorrência de uma parada cardíaca em novembro de 2020. 

Na capital argentina, admiradores de Maradona, sobretudo torcedores do Boca Juniors, time que Diego torcia, se reuniram em locais históricos da vida do ex-jogador, como a casa em que ele nasceu, no bairro Villa Fiorito, em Buenos Aires. Ainda houve manifestações em diferentes cidades da Argentina.

Em entrevista exclusiva ao portal Newslink, o treinador do Fortaleza, Juan Pablo Vojvoda, compatriota do craque argentino, exalta a figura do ídolo. “Considero Maradona um dos três ou quatro gênios da história do futebol. Ele foi uma pessoa que deu muito ao futebol em nível mundial. Hoje faz um ano que ele não está conosco, mas o seu legado é o futebol em sua essência pura. O que gostamos de ver”. Vojvoda conclui colocando Diego entre os maiores gênios do futebol. “Não acredito que existam muitos, apenas uns três ou quatro, e o Maradona está nessa pequena lista dos maiores gênios da história do futebol mundial”. 

Mural em homenagem a Maradona, em Nápoles, na Itália / Foto: Getty images

Assim como Maradona, o cearense, George Lima também é torcedor do Boca Juniors e, por isso, se tornou um grande admirador de Diego, e tem o craque argentino como seu maior ídolo no futebol. “Maradona era mágico. Muito veloz e habilidoso dentro do campo. Fora dele, sempre foi um grande personagem, querido por todos. Muito carismático”. Ele lamenta não ter tido a oportunidade de vê-lo em ação. “Infelizmente, não tive a chance de vê-lo jogar, mas estou sempre vendo seus vídeos. Os adversários só conseguiam pará-lo na violência. Com a bola do pé, foi um verdadeiro gênio”.

Mesmo um ano depois, a morte do maior ídolo da história do futebol argentino ainda é cercada por mistérios e acusações. Ao todo, sete profissionais de saúde foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando a pessoa tem consciência que suas atitudes podem causar morte. Todos os indiciados estiveram com Maradona pelo menos nas suas últimas 12 horas de vida. 

Segundo a perícia, realizada em abril deste ano, foi concluído que o trabalho da equipe médica de Maradona foi “inadequado e irresponsável”, tendo em vista que, após a cirurgia a qual Diego foi submetido, para reduzir um hematoma no cérebro, era adequado que ele passasse mais alguns dias hospitalizado sob cuidados médicos. O trabalho da perícia concluiu também que, após receber alta hospitalar, o ídolo argentino foi “abandonado à própria sorte”.

O adeus ao ídolo

Diego Armando Maradona, o maior jogador da história do futebol argentino, morreu no dia 25 de novembro de 2020, vítima de uma parada cardiorrespiratória, em sua residência, na cidade de Tigres. O ídolo argentino havia passado por uma cirurgia no começo do mesmo mês para drenar uma pequena hemorragia no cérebro e teve alta oito dias depois. Segundo o médico Leopoldo Luque, mesmo a cirurgia sendo simples, o quadro de saúde de Maradona era preocupante.

Mural no estádio Banorte, em Culiacán, México / Foto: Rashide Frias

A morte de Diego Maradona causou uma comoção mundial, sobretudo do povo argentino. Em seu velório, que ocorreu na Casa Rosada, sede do governo argentino em Buenos Aires, mais de 1 milhão de pessoas foram dar o último adeus a uma das maiores lendas do futebol mundial.

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