Semana da Biblioteca promoveu “caçada” com ícones culturais cearenses

Evento foi aberto para o público externo e contou com palestras de especialistas

Por Rebeca Rodrigues

Com o tema “Ciência, cultura e sociedade”, a Semana da Biblioteca da Universidade de Fortaleza movimentou os participantes e foi encerrada na última sexta-feira. Para a diretora da biblioteca, professora Leonilha Lessa, toda biblioteca tem um pé dentro da ciência, da cultura, e da sociedade como um todo. “ A gente, então, se preocupou com essa questão da cultura, da sociedade, pensando um pouquinho na formação das pessoas além do que elas já têm no ensino tradicional”, afirmou a diretora.

A semana foi aberta com uma “caçada cultural”, na qual o público pôde conhecer mais sobre cinco ícones da cultura cearense, por meio de totens espalhados pelo campus. Cada totem possui um QR Code que possibilita ver figuras como Iracema, Dragão do Mar e José de Alencar em realidade aumentada.

O projeto foi uma parceria da Biblioteca com a Prefeitura de Fortaleza, que desenvolveu o código por trás dos ícones e foi idealizado e mediado pela bibliotecária Gabriela Gomes, do Setor de Pesquisa e Treinamentos, da Unifor, responsável pelo acervo especial sobre a autora Rachel de Queiroz. Ela também foi transformada em um dos ícones culturais que fizeram parte da atividade.

Após a caçada cultural, a professora Eliane Vasconcelos Diógenes realizou uma palestra sobre as reflexões contemporâneas sobre a leitura. O tema do estímulo à leitura foi abordado. “Normalmente a gente trata muito do estímulo da leitura quando se é criança, mas isso é um mito. Na realidade, a leitura pode ser estimulada em qualquer época. Enfim, você pode começar a ler, ter vontade de ler mais, reler coisas que já releu,” explica Leonilha.

Nesta quinta-feira houve a participação do gestor de conteúdos da base de dados vLex, Leonardo Oliveira, que falou sobre o uso da Biblioteca Digital para a área de Direito. Já a programação de hoje à tarde começa com a palestra da professora Aíla Sampaio, dos cursos de Jornalismo e Cinema e Audiovisual da Unifor. Ela trabalha o tema “Resiliência em meio à pandemia: redescobrindo a leitura”, sobre como a leitura pode providenciar um suporte para a saúde mental, principalmente neste período de pandemia.

Biblioteca Central da Universidade de Fortaleza tem um acervo de 21.8617 livros / Foto: Rafael Barros

A semana se encerrou com um debate promovido pelo professor do curso de Direito, Daniel Camurça Correia, sobre a biblioclastia (destruição proposital de obras literárias), com base nas histórias em quadrinhos “V de Vingança” e “Fahrenheit 451”.

O evento foi realizado como forma de celebrar a biblioteca e o ato da leitura. De acordo com Leonilha Lessa, a Biblioteca da Universidade de Fortaleza sempre foi uma referência devido a seu acervo diferenciado que vem se renovando nos últimos anos, e sempre recebe um público amplo.

Ela afirma que durante a pandemia, a equipe se mobilizou rapidamente para se adequar às normas sanitárias, e que a biblioteca ficou parada por pouco tempo. “Só ficamos fechados praticamente no final de março e abril. Como pode ter aula sem ter biblioteca? Como o aluno vai estudar? Então, passamos a fazer atendimentos com plantões de funcionários e agendamentos. Se o aluno precisasse de um artigo, de uma revista, a gente escaneava e mandava.”

Atualmente, a biblioteca já funciona normalmente, com salas de estudo totalmente abertas e uso de máscara obrigatório. “O prédio da biblioteca é muito favorável ao atendimento pois ela possui janelas em cima e embaixo, então a gente tem uma circulação de ar muito grande. A gente é muito beneficiado com a arquitetura da biblioteca”, ressaltou a diretora.

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