Camerata da Unifor se apresenta em inauguração do Espaço Cultural do MPCE

Exposição do painel Luzes do Ceará, de Sílvio Rabelo, compõe obras que estão expostas, em comemoração ao Dia Nacional da Cultura

Por Beatriz Bandeira

O Ministério Público do Ceará (MPCE) inaugurou seu espaço cultural e sua primeira exposição temporária, nesta sexta-feira, 5, que conta com vinte quadros do acervo da Pinacoteca do Estado e o painel de manchetaria do artista Sílvio Rabelo, intitulado Luzes do Ceará, com mais de 24 metros quadrados. A obra, que retrata elementos culturais e históricos, levou seis meses para ser concluída e foi montada em cinco partes com madeiras próprias do Ceará.

Painel Luzes do Ceará, de Sílvio Rabelo no espaço do MPCE

Para o Secretário de Cultura do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba, “a cultura é garantida como direito na nossa constituição cidadã, mas também na percepção do cidadão, ou da cidadã, que são os sujeitos principais do Ministério Público.”

A iniciativa cearense é ainda pioneira no Brasil, sendo um dos primeiros espaços culturais a serem inaugurados pelos Ministérios Públicos estaduais. Além dos vinte quadros atualmente expostos no espaço cultural, mais dez obras foram doadas pelos promotores Hugo Frota e sua esposa, Danielle Leal.

Segundo o promotor Hugo Mendonça, Secretário-Geral do MPCE, uma das macromissões do Ministério Público é a indução de políticas públicas, dentre as quais destaca-se a política cultural. “A existência de um espaço cultural, por seu turno, assegurará uma constante interlocução entre as missões ministeriais e as expressões culturais, notadamente do Estado do Ceará, o que trará para o corpo da nossa instituição um ambiente para aprofundarmos as pesquisas, o registro e o reconhecimento da identidade do nosso povo”, afirmou o promotor.

A Camerata da Unifor, orquestra de câmara formada em 1996 e regida pelo maestro Marcus Vinicius Cardoso da Silva, se apresentou durante a cerimônia que contou também com a presença do vice-reitor Randal Martins Pompeu, de Extensão e Comunidade Universitária da Unifor. Se apresentaram também nesta sexta-feira os violinistas Inácio Saldanha, Luís Gustavo e Awa Blayne e o violoncelista Rondinelly Bezerra. 

“Entendo que a cultura é um marco civilizatório. Todos os povos têm suas culturas, suas formas de ver o mundo, suas formas de ver a vida, e é muito importante que essas manifestações não se percam. O que a Unifor faz no processo dessa valorização, seja por meio do seu Centro Cultural, ou por intermédio das exposições que estão sempre acontecendo, como a existência da Camerata, são maneiras de expandir algumas visões de mundo”, destacou o músico Inácio Saldanha.

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