Avanços tecnológicos como válvula de escape para o desenvolvimento fortalezense

Com a utilização de recursos tecnológicos para solucionar problemas, a capital deve avançar no conceito de “smart city”, ou cidade inteligente, nos próximos anos

Por Gabriel Gago

Atualizado anualmente, o ranking geral da Connected Smart Cities de 2021 revela que Fortaleza ocupa a segunda posição em Tecnologia e Inovação na região Nordeste, com nota 5,956. A capital cearense fica atrás apenas de Salvador, com 6,072, saltando da 72ª posição, em 2020, para a 29ª entre os municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes. Juazeiro do Norte, Recife, João Pessoa, Teresina e Natal seguem logo depois com média de 5 pontos.

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O estudo é elaborado pela Urban Systems, em parceria com a Necta

Há anos, a região procura ampliar seus desenvolvimentos tecnológicos. O principal foco é conciliar a tecnologia com áreas que mais carecem de atenção, como a segurança, bem-estar, saúde, educação e economia.

De acordo com o ex-presidente da Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação de Fortaleza – Citinova, Cláudio Ricardo, a ideia é torná-la cada vez mais conectada, inclusiva, acessível e baseada em dados. “Nossas frotas de ônibus já são visualizadas 100% via Internet. Criamos o Wi-For que permite uma rede de conexão pública e gratuita nas praças, terminais, logradouros, mercados etc., “ disse. “Existe a plataforma Fortaleza Digital, onde inúmeros serviços públicos podem ser realizados por lá. São ações pensadas nos benefícios que a tecnologia é capaz de fornecer a toda população”.

Segundo o professor Matheus Mafra, de Tecnologia da Informação (TI) da Universidade de Fortaleza (Unifor), todas as áreas da educação trabalham com o auxílio da tecnologia. “Ambos andam lado a lado. É uma parceria que dá muito certo. As escolas e universidades, por exemplo, tiveram a oportunidade de continuar suas aulas durante a pandemia graças às ferramentas tecnológicas”, afirma.

Pesquisas recentes feitas pela Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) mostram que Fortaleza possui o segundo maior Hub tecnológico do mundo, com 12 cabos submarinos de fibra óptica, gerando atração de investidores e de datacenters para a cidade.

“O potencial do desenvolvimento econômico é significativo. Ainda mais com a retomada da economia diante de um cenário pós-pandêmico. A Prefeitura, buscando avançar a tecnologia e se destacar na inovação, criará um horizonte que proporcionará novos negócios e mais riqueza”, reitera o professor de economia da Unifor, Ricardo Eleutério.

Foto em destaque: Aurelio Alves / O POVO

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