Pane em redes sociais afeta setores de comunicação e vendas com prejuízo para lojas virtuais

A tarde da última segunda-feira, entre 12 e 13h30, no horário de Brasília, usuários do mundo inteiro ficaram sem acesso devido à instabilidade ocorrida no Whatsapp, Instagram e Facebook

Por Matheus Araújo

Com um sincero pedido de desculpas, o dono do conglomerado Facebook, Mark Zuckerberg, se pronunciou nesta segunda-feira sobre a instabilidade nas plataformas do grupo. O problema ocorreu em escala mundial e trouxe grandes perdas para os donos de lojas virtuais no Brasil. Com apenas seis horas de duração, o blecaute nos servidores dos aplicativos foi responsável pela queda na quantidade de vendas no setor de e-commerce do país.

Relatados pelos usuários, a instabilidade no acesso às páginas de suas lojas foi o mais prejudicial para eles. Segundo o microempresário Rafael Torres, embora sua loja seja tanto física quanto virtual, suas vendas são 90% pelo Instagram e Whatsapp e essa pane nas plataformas fez com que as vendas caíssem pela metade.

Incidentes como este, evidenciam a vulnerabilidade das conexões digitais que sustentam o funcionamento da rede. Segundo Karine Oliveira, proprietária de uma loja de acessórios para celular, essas plataformas são “de suma importância, ainda mais as redes sociais que, com essa pandemia, nos mostrou que sem elas não estaríamos no mercado.”

Redes sociais fora do ar geram prejuízos para lojas virtuais / Fotos: Divulgação

O setor de vendas não foi o único afetado por esse problema. Grandes canais de comunicação utilizam essas redes sociais como forma de divulgação de seus conteúdos e essa instabilidade cria uma queda nas taxas de interação.

Segundo Glenna Cherice, editora de Mídias do Grupo de Comunicação O Povo, “o intuito das redes sociais é levar os seguidores para o portal”. Eles trabalham no instagram com um Feed factual, ou seja, são notícias quentes e que precisam ser publicadas naquele momento.

A falha no sistema do conglomerado Facebook gerou uma pequena queda na interação dos seguidores do perfil. O consumo de notícias no portal, conforme Glenna, não foi afetado porque as redes sociais servem como um reforço para o site, então se um cai o outro complementa com informação.

“Acaba que nós usamos a plataforma de uma pessoa que monopoliza tudo, temos plena ciência disso”, completou a editora. Ela disse ainda que, em momentos como esse, a sua equipe não se desespera, e que não tinham o que fazer, então buscaram fornecer informações por meio de outras plataformas como twitter e linkedin.

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