Com pausa nos últimos dois dias, vacinação de idosos com D3 em Fortaleza é retomada nesta segunda-feira

Processo iniciado há duas semanas, a convocação de idosos para imunização com terceira dose é uma das prioridades da prefeitura

Por Carlos Enrique

Após ter sido interrompido durante este final de semana, o processo de reconvocação de idosos aos postos de saúde foi retomado pela Prefeitura de Fortaleza nesta segunda-feira, 4. O movimento faz parte de um esforço para inocular pessoas de idade mais avançada com uma dose de reforço contra a Covid-19.

Estudos têm revelado que a proteção oferecida pelas vacinas pode diminuir com o tempo, o que pode afetar diretamente as pessoas idosas. Além disso, a taxa de imunossuprimidos — nome destinado aqueles com um sistema imune menos eficiente —, tende a ser maior entre os mais velhos, fazendo com que seja necessário a nova inoculação.

Durante transmissão nas redes sociais da prefeitura, a Secretária Adjunta da Saúde, Aline Gouveia, atenta que a convocação dos idosos aos pontos de vacinação seguirá respeitando a ordem decrescente de idade. Ademais, é lembrado que deverá existir um espaço de seis meses entre a aplicação da segunda dose e o recebimento do reforço. O agendamento poderá ser observado por meio do portal “Vacine Já”. Em relação aos restritos ao leito, agentes da saúde aplicarão a dose em domicílio.

Após estudos confirmarem a necessidade de uma nova inoculação em idosos, terceira dose segue sendo ofertada em Fortaleza / Foto: José Leomar/SVM

Alvo principal da Covid-19, a população idosa foi a primeira a ser imunizada quando as vacinas ficaram disponíveis no Brasil. Nos primeiros meses de 2021, as fotos de longas filas de carros contendo pessoas com mais de 70 anos, prontas para receberem o imunizante, ornamentavam a tela de inúmeros aparelhos eletrônicos. Apenas em Fortaleza, cerca de 400 mil doses foram utilizadas para proteger a população com idade mais avançada.

Em seu site oficial, a Prefeitura de Fortaleza estima ter imunizado mais de 15 mil idosos até domingo, 3.

De acordo com o infectologista Guilherme Henn, presidente da Sociedade Cearense de Infectologia, a imunização de idosos com a dose de reforço é importante a fim de garantir a proteção desse grupo.

“Os idosos (bem como os indivíduos imunodeprimidos) desenvolvem uma imunidade menos robusta e menos duradoura após a vacinação. Como estes indivíduos também representam parte dos principais grupos de risco para adoecimento e óbito por Covid-19, considera-se prioritária a dose de reforço para eles”, afirma o infectologista.

De acordo com dados do portal IntegraSUS referentes a Fortaleza, 7.601 pessoas com mais de 70 anos perderam suas vidas após contraírem o novo coronavírus. O valor corresponde a 51% dos óbitos por Covid-19 na maior cidade do Ceará.

Segundo Guilherme Henn, o fenômeno da imunosenescência acende um sinal de alerta entre os mais velhos. “As células de defesa são menos propensas a desenvolver imunidade contra microorganismos durante a infecção natural (o que explica, em parte, a maior gravidade das infecções nesta faixa etária) e após o contato com microorganismos vacinais”, aponta.

A Secretaria de Saúde da capital vem seguindo as diretrizes apontadas pelo Ministério da Saúde no tocante ao manejo e utilização das doses. Segundo a pasta do Governo Federal, as doses destinadas à campanha de reforço deverão ser, preferencialmente, as da Pfizer.

A compra realizada pelo Governo do Ceará de 300 mil frascos da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, deverá trazer mais tração à campanha de aplicação da terceira dose. As vacinas serão utilizadas para completar o esquema vacinal do público em geral, deixando caminho livre para que o estrato de idade mais avançada receba o imunizante da Pfizer.

Dados da pandemia no Brasil:

Casos acumulados: 21.468.121
Casos nas últimas 24h: 9.004

Mortes acumuladas: 597.948
Mortes nas últimas 24h: 225

Fonte: Ministério da Saúde

Dados da pandemia em Fortaleza:

Casos acumulados: 257.685
Casos nas últimas 24h: 4

Mortes acumuladas: 9.721
Mortes nas últimas 24h: 6

Fonte: Ministério da Saúde

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