SOBPRESSÃO supera os desafios da pandemia e chega à 42ª edição em formato digital

O jornal-laboratório do curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza aposta em reportagens que despertam o interesse dos leitores, trazendo além de informação, curiosidades e entretenimento

por Dhara Amorim

Com o objetivo de integrar os alunos do curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza, da Fundação Edson Queiroz, o SOBPRESSÃO chega à 42ª edição, em formato digital. Ciado em 2004 como produto da disciplina Projeto Experimental, do 7º semestre, atualmente o jornal-laboratório é feito pelos alunos da disciplina Jornalismo Impresso, do terceiro semestre, sob orientação dos professores Alejandro Sepúlveda e Mariana Fontenele.

Com a chegada da pandemia do Covid -19, as edições foram suspensas em função das dificuldades que surgiram, mas os alunos continuaram com as produções, ainda que na expectativa pela publicação. “Ela (matéria) tá pronta e diagramada, só não foi impressa. A gente sabe que é por conta da pandemia, que tomou um tempo da gente e nos tirou um suporte necessário”, lembra o estudante João Estelito, do sexto semestre. Ele, porém, não perdeu a esperança de ver seu trabalho no famoso jornal-laboratório. “Fiquei no aguardo, torcendo para que desse certo, até porque o SOBPRESSÃO, para quem tá iniciando o portfólio, é muito grandioso e bem vindo, ainda mais sendo orientado pelos professores Alejandro e Mariana”, completa.

Os alunos têm suas habilidades postas em prática, aliando teoria à técnica, como é o objetivo do projeto. “Dois aspectos mais trabalhados na disciplina foram a dedicação com a pesquisa na elaboração da pauta e o cuidado com as entrevistas. Julgo que, nesses dois aspectos, o desempenho (dos alunos) foi significativo para alcançar um nível de produção satisfatório”, discorre o professor e coordenador do jornal, Alejandro Sepúlveda.

Sobre os mesmos aspectos, o aluno Alexandre Bessa, do 6º semestre, tem boas memórias do que viveu durante a elaboração de sua matéria. “A parte mais importante foi vivenciar a produção de uma pauta. Desde o momento em que surge a ideia, seguir as indicações do professor-orientador, algo que, às vezes, pode mudar totalmente o foco da sua pesquisa ou até da pauta em si”, pontua. O estudante entende que o contato com as fontes como um momento marcante. “Falar com as fontes, conhecer suas histórias, ver a fisionomia e saber o aconteceu com cada uma. Tudo isso me marcou, e tudo isso fez com que o texto ganhasse uma sinceridade e verdade que não teria sem esses aspectos”, completa Bessa.

As edições são semestrais e os alunos trabalham nela durante o semestre, dispondo de bastante tempo para um bom desenvolvimento do que para alguns é a primeira vez atuando nesse estilo, como conta a professora e também coordenadora do jornal, Mariana Fontenele. “É uma experiência positiva. Já que é o terceiro semestre, costuma ser a primeira experiência de muitos alunos e alunas, no desenvolvimento de uma reportagem mais aprofundada, mais longa, que é uma das características do SOBPRESSÃO”, diz Mariana.

Os futuros jornalistas que sugerem as pautas, produzem de forma profunda e diversificada matérias que trazem informação e reflexão para os leitores. E é com muito esmero que o jornal é relançado, agora em formato digital, mas preservando sua forma primordial que é a versão impressa.

SAIBA MAIS

DE ONDE VEIO O TÍTULO “SOBPRESSÃO”

Segundo o professor e designer Eduardo Freire, que também já participou da coordenação do jornal, o nome veio de uma brincadeira dos alunos com o coordenador e orientador da época, Nilton Almeida. Ele recorda que o professor colocava tanta pressão sobre os alunos, com o intuito de simular o ambiente de uma verdadeira redação, que assim surgiu o nome SOBPRESSÃO.

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