Moedas virtuais tornam-se cada vez mais populares

Por Rany Alcantara

Criptomoeda até parece ser coisa de outro mundo e, de certo modo, o é: o mundo virtual. Elas nascem e crescem dentro de computadores, celulares ou outros meios eletrônicos. Uma vez que o dinheiro entra, ele passa a ser uma sequência numérica criptografada, ou seja, protegida. Esses algoritmos, consequentemente, passam a ter um valor e podem ser usados em trocas no meio digital.

Essas moedas virtuais vêm se desenvolvendo desde a década de 1980 e, atualmente, já existem mais mil tipos, sendo a Bitcoin a mais conhecida. Ainda não se sabe a identidade de seus criadores. Ela foi fundada há mais de 10 anos por Satoshi Nakamoto, nome fictício ou real de uma pessoa ou grupo. Ela, como todas as outras moedas digitais, é um conjunto de códigos de computador capaz de gerar um código único que, teoricamente, não pode ser copiado.

No caso da Bitcoin, sua quantidade é limitada. Só existirão 21 milhões desta unidade no mundo. Segundo Fernando Ulrich, autor do livro Bitcoin: A moeda na era digital, “o Bitcoin foi projetado de modo a reproduzir a extração de ouro ou outro metal precioso da Terra: somente um número limitado e previamente conhecido de bitcoins poderá ser minerado”, explica Ulrich em seu livro.

Ainda segundo Fernando Ulrich, “o que o e-mail fez com a informação, o Bitcoin fará com o dinheiro”. A diferença para com o e-mail é que, quando se envia uma unidade de bitcoins para alguém, ele sai de uma pessoa para a outra, sem criar uma cópia. Atualmente, ela é a moeda mais popular, pois tem a maior quantidade de pessoas convertendo seu dinheiro em Bitcoin e possui voluntários trabalhando para melhorar sua tecnologia.

O Bitcoin também foi a primeira moeda que utilizou o conceito de BlockChain que, resumidamente, é um sistema que dá transparência e segurança a qualquer transação em Bitcoin. Neste sistema existem computadores espalhados pelo mundo, todos de forma independente mas conectados em rede. Quando acontece uma transação, começa uma corrida entre os computadores para detectar se essa transação é verdadeira. O computador que identificar primeiro comunica a todos os outros e ganha uma espécie de gratificação. Como resultado, todas as pessoas que possuem bitcoin sabem dessa transação e não é necessária validação de um banco. Qualquer transação em bitcoin leva, em média, dez minutos para ser concluída.


Lei da oferta e da procura

O Bitcoin quer ser uma moeda universal, mas sem concorrer com a moeda de papel que utilizamos no dia a dia, que tem três funções: unidade monetária, meio de pagamento e ser reserva de valor. Esta última é a principal função do bitcoin como uma nova forma de ativo financeiro, assim como ouro, prata etc.

Para se ter Bitcoin é necessário, antes de qualquer coisa, ter uma carteira digital. O valor do dólar americano é a referência para o valor da unidade de bit. Os valores sofrem muita flutuação. Por exemplo, um bitcoin em abril de 2021 está em torno de 60 mil dólares, que podem valorizar ou desvalorizar. É preciso deixar claro que essas moedas digitais variam segundo a lei da oferta e da procura, portanto, são extremamente voláteis. O próprio Bitcoin já chegou a cair 70% uma vez. Entretanto, para se investir não precisa ter todo esse valor, pois ela pode ser dividida em frações, chamada de satoshi.

As outras moedas que estão sendo bem cotadas pelos investidores em criptomoedas são a Ethereum (ETH), a Tether (USDT), a Ripple (XRP) , Litecoin (LTC) e a Dodge.

A principal forma de investir é negociá-las diretamente em uma corretora especializada, também conhecida como Exchange, muito semelhante às corretoras tradicionais. Outra forma são os fundos de investimento, mas para investir 100% do valor em criptomoedas geralmente precisa ser um investidor qualificado ou profissional. No entanto, existem outros fundos que são fundos mistos de criptomoedas com renda fixa, com ouro ou qualquer outro ativo.

Depois da compra em uma corretora, é aconselhável guardar a criptomoeda em uma carteira virtual ou física. Essas carteiras são distribuídas por corretoras e plataformas de investimento e algumas demandam aplicações de valor relativamente baixo. Outra forma de ter essas moedas virtuais é ter um negócio que os aceite como pagamentos, como a empresa Tesla, que já aceita pagamentos em bitcoins.

Se as criptomoedas serão as moedas do futuro ainda é muito cedo para se dizer, mas é importante estar ciente dessa dinâmica, em que muitos investidores e empresas sólidas pensam em fazer parte do movimento.


Saiba mais
  • Em 2010, aconteceu a primeira transação oficial com Bitcoins. Pagou-se 10 mil Bitcoins por duas caixas de pizza. Hoje esse valor é em torno de R$3 bilhões.
  • O mercado de Bitcoins já é avaliado em mais de um trilhão de dólares.
    Estima-se que quase 20% de Bitcoins estão perdidos por causa de usuários que esqueceram suas senhas de acesso.
  • O Bitcoin entrou no dicionário em 2013.

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