Universidade de Fortaleza realiza eventos em comemoração do Dia do Jornalista

O curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor) realizou, nesta quarta-feira, dia 7, uma manhã de palestras em comemoração ao Dia do Jornalista. Por meio de videoconferência, os ouvintes tiveram a oportunidade de assistir e interagir com diversos convidados especiais. 

Os eventos começaram às 7h30, com uma conversa sobre “O Jornalismo na Defesa da Democracia”, com o convidado Prof.º Fernando Castelo Branco, da Universidade Regional do Cariri (Urca), e os professores Wagner Borges, Carlos Bittencourt e Alejandro Sepúlveda, da Unifor. 

Em seguida, às 9h30, aconteceu o encontro “O Perfil do Novo Jornalista”. Como convidados estavam presentes a jornalista Eveline Frota e o Mestre em Administração e especialista em Publicidade e Marketing Eugênio Furtado. A Prof.ª Mariana Fontenele, docente do curso de Jornalismo da Unifor, ficou responsável pela mediação.

Por fim, às 11h20 foi realizado o lançamento do livro “Medos Escritos”, da estudante de Jornalismo Sofia Osório. Também estava presente como mediadora a Prof.º Aíla Sampaio, docente da Unifor. 

Os eventos estão disponíveis na íntegra pelo canal da TV Unifor no Youtube. Você pode conferir através deste link. 


Jornalismo em defesa da democracia: Fernando Castelo Branco inicia o evento e abre discussões no Dia do Jornalista

por Lara Albuquerque e Lorena Cabral

A programação do Dia do Jornalista teve início com a pauta “O Jornalismo em Defesa da Democracia”, iniciada às 7h30 por meio da plataforma Google Meet. O evento trouxe o convidado Fernando Castelo Branco, professor da Universidade Regional do Cariri (Urca) e Mestre em Direito Constitucional. Como debatedores estavam presentes o coordenador do Curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor) Wagner Borges e os professores  Carlos Bittencourt e Alejandro Sepúlveda. 

Prof. Fernando Castelo Branco, docente da Universidade Regional do Cariri (Urca) e Mestre em Direito Constitucional (Créditos: Divulgação Unifor)

Castelo Branco levanta diversas falas relacionadas ao Jornalismo em seu tempo atual, destaca a importância do pluralismo dentro do nosso sistema de governo e nos leva a pensar sobre a construção da nossa democracia. Segundo o convidado, “não é porque temos eleições regulares que a democracia está consolidada”. Ele continuou pontuando que o papel da imprensa dentro desta formação democrática é informar, mas além disso, é também de compreender o que está sendo noticiado, de modo que não haja brechas para mentiras e descredibilidades.  

Carlos Bittencourt, professor de Marketing Político e um dos debatedores do evento, defende o profissional jornalista como um protagonista na defesa da democracia, desconstruindo a equivocada imagem do personagem da comunicação como um inimigo. Segundo Bittencourt, o papel do comunicador é manter a verdade em pauta, informar a sociedade de forma clara e transparente os fatos, pois, sem isto, a nossa memória falha e podemos cometer os mesmos erros de antes. Desse modo, o convidado Castelo Branco reitera que “não existe memória sem julgamento ou documentos” e que “a falta de memória tem a ver com a falta de informação”.

Ao ser perguntado sobre o jornalista em formação, que está buscando o seu espaço no mercado, o professor convidado Castelo Branco explica sobre a importância desse profissional ler sobre vários assuntos, conhecer a sociedade e se relacionar com outras pessoas, além de ter experiências diferentes. Ele afirma que “não é só necessário ter a técnica da comunicação, é preciso conhecer a sociedade”. 

O professor Delano Lima, docente da Unifor, estava presente no debate e pontua a importância de compreender os mecanismos que compõem a democracia. Ele pergunta ao convidado sobre a relação nociva das redes sociais no contexto democrático e Castelo Branco responde: “As redes sociais não conseguem promover um debate consistente e relevante pelas formações das bolhas e dos grupos de conveniências ideológicas”.

Com essa resposta, Delano reitera como isso nos faz refletir que há sim uma prática de troca de informações nas redes sociais e uma série de benefícios, mas que ainda não chegamos no ponto de associar as redes sociais a um debate público que de fato acrescente valor à sociedade e a democracia de forma inequívoca.

Os estudantes da Unifor presentes no evento deram suas considerações sobre o que acharam do debate. “ [O professor Fernando] Conseguiu explicar bem sobre a importância do Jornalismo na defesa da democracia, promovendo uma série de características que fazem do jornalismo um pilar de defesa do direito da democracia”, comenta Nathan Mota, estudante do 5º semestre de Jornalismo. 

Para Jordan Vall, também estudante do 5º semestre de Jornalismo,  receber profissionais com ampla experiência foi muito enriquecedor para quem está em formação. “Não tenho dúvidas que superou as minhas expectativas”, conta.


Unifor promove debate sobre o novo perfil profissional em evento especial do Dia do Jornalista

Por Matheus Araújo 

O segundo bate-papo realizado na manhã do Dia do Jornalista teve como convidados a jornalista, mentora em hackathons sociais com a disciplina Comunicação Eficaz, Eveline Frota, e o especialista em Publicidade e Marketing e Mestre em Administração, Eugénio Furtado, com mediação da professora Mariana Fontenele, da Unifor. A palavra foi dada à professora Fontenele às 9h30, horário em que foi iniciada a conversa .

Jornalista Eveline frota, especializada em Assessoria de Imprensa (créditos: Eveline Frota) 

O primeiro momento da palestra foi iniciado pela jornalista Eveline Frota, em que ela discorre sobre algumas de suas vivências no mercado de trabalho e traz exemplos de como passar pelos “perrengues” comuns da profissão. Eveline diz que “o jornalismo é 99% suor e 1% glamour”. Outro assunto também comentado pela jornalista é como a profissão tem passado por algumas mudanças nos últimos tempos.

Além disso, ela deu dicas aos estudantes que estavam presentes no encontro. Segunda ela, o novo jornalista é um profissional que precisa se reinventar, ser multifacetado, curioso e, acima de tudo, ético, para fazer um bom trabalho, capaz de agradar e tocar as pessoas 

Em seguida falou Eugênio Furtado, que trouxe seu conhecimento sobre a área de empreendedorismo no Jornalismo. Um dos aspectos mais importantes abordados por ele foi a relevância  do Jornalismo e seu papel essencial a ser cumprido na sociedade. 

Prof.º Eugênio Furtado, Mestre em Adiministração e especialista em Marketing e Publicidade (Créditos: Eugênio Furtado) 

Outro assunto que ele também comenta é como um bom jornalista precisa ser e que valores ele deve seguir. Por exemplo, Furtado lembra que o jornalista não pode ter preconceito com o conhecimento, precisa ler e se interessar por tudo, para que assim ele consiga ser transparente e passar as informações da melhor forma possível 

Por fim, a professora Mariana Fontenele deu espaço para que os ouvintes fizessem perguntas aos convidados. Após o término da palestra, alguns alunos se manifestaram e disseram o que acharam das participações dos convidados. Um deles foi o estudante do 5º semestre do curso de Jornalismo, Ronald Gomes. Para ele,  “o momento foi enriquecedor e didático, além de trazer o sentimento de que a comunicação é o meu lugar de verdade por eu enxergar prazer no cotidiano e nas falas ditas pelos convidados”.

 


Entre prosas e poesia, “Medos Rabiscados” se torna um dos marcos na carreira da escritora e estudante de Jornalismo Sofia Osório

por Taisy Evangelista

Em comemoração ao Dia do Jornalista, a Universidade de Fortaleza (Unifor) realizou palestras e debates durante toda a manhã desta quarta-feira, dia 7. Uma das participantes do evento foi a escritora e estudante do curso de Jornalismo, Sofia Osório, que apresentou seu mais novo projeto “Medos Rabiscados”, um livro que mistura prosas, poesias e ilustrações. A palestra, que teve início às 11h20, teve como mediadora a professora Aíla Sampaio.

Ilustração do livro “Medos Rabiscados”, por Catharine Yamato. (via Diário do Nordeste)

Osório é cronista no Bora Comunicar e faz parte do Mural da Ana Paula, onde semanalmente escreve colunas sobre literatura. Além de produzir o livro, criou o projeto Criativando Livremente, um espaço de literatura onde comumente são realizadas entrevistas com escritores e artistas, por meio da plataforma do Instagram.

Durante a palestra, a autora contou sobre a iniciativa do livro, em que viu a oportunidade de falar sobre as questões do cotidiano, das angústias e a necessidade de se encontrar no mundo. O título também é sugestivo e, segundo a autora, tem tudo a ver com o contexto geral da obra, dividida em  três arcos em narrativas variadas, mas que juntas constroem uma história só. 

A autora Sofia Osório fala sobre suas escolhas narrativas para seu livro “Medos Rabiscados”.

Osório também apresentou aos ouvintes o site Catarse, por onde ela recebe apoio e recursos para a finalização do livro. Outra curiosidade do seu processo de produção foi a playlist no Youtube, criada pela própria autora, que serviu como fonte de inspiração para a escrita do livro. Osório destaca a faixa da música “Vienna”, do cantor norte-americano Billy Joel.

Além de Osório, o evento também contou com as participações do escritor Bruno Paulino, que escreveu a orelha da obra, e Sarah Viana, também estudante do curso de Jornalismo da Unifor e responsável pela construção da capa.

A autora faz observações sobre a relação entre a Literatura e o Jornalismo.

O evento foi prestigiado pelos alunos, professores e convidados da universidade. Um dos participantes assíduos da palestra, Ruan Figueiredo, aluno do curso de Jornalismo, conta sobre a sua experiência: “Esse debate mostrou que a escrita é importante pro Jornalismo e o Jornalismo é importante para escrita porque a informação merece ser escrita e merece ser falada de diferentes meios”, comenta.

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