Atleta do vôlei cearense representará o Brasil nas Olimpíadas de 2021

por Lorena Regis

O Brasil levará às Olimpíadas quatro equipes para representar o país no Vôlei de Praia, duas duplas masculinas e duas femininas. No feminino, as atletas Rebecca e Ana Patrícia conquistaram uma vaga em novembro de 2019. A classificação para Tóquio foi confirmada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB), depois da equipe somar as dez melhores pontuações da última temporada e atingir 6.150 pontos no ranking.

Dupla recebendo o título da temporada do Circuito Brasileiro 2019/2020 (imagem: Rebeccasilvavp via Instagram)

No Circuito Brasileito de Vôlei de Praia 2019/2020, a dupla foi destaque do campeonato após vencer três de cinco etapas e receber a premiação do título da temporada, superando as adversárias diretas Ágatha e Duda, também classificadas para Tóquio. Rebecca e Ana Patricia encerraram o ano de 2020 com cinco pódios e, depois de um campeonato intenso, recebem as merecidas férias. Em 2021, o trabalho da dupla será todo voltado para as Olimpíadas de Tóquio.

O vôlei de praia feminino é referência no Ceará graças ao bom desempenho de atletas como Magda Falcão, atuante na década de 1990, e a medalhista olímpica Shelda Bedê. Shelda participou de duas Olimpíadas com a fluminense Adriana Behar, conquistando uma prata em Sidney e, outra, em Atenas. Em 2021, mais uma representante da terra do sol buscará o ouro nas Olimpíadas de Tóquio: a cearense Rebecca Silva entrará na disputa com a parceira Ana Patrícia, de Minas Gerais .

Rebecca Silva era jogadora de vôlei de quadra quando sofreu uma lesão e precisou operar o joelho. Recuperada em 2010, iniciou o trabalho nas areias com o técnico Reis Castro, que rendeu a convocação para a Seleção Brasileira Sub-19. No mesmo ano, disputou o seu primeiro Campeonato Mundial em Portugal e finalizou na quarta colocação. Em 2013, a cearense se afastou das quadras para dar à luz a sua filha Isabella. Hoje com 27 anos, a atleta treina na quadra de uma academia em Fortaleza com o mesmo técnico que iniciou a carreira nas areias.

A ex-atleta Magda Falcão, 52 anos, ressalta o favoritismo das duas. “A enorme habilidade da jogadora Rebecca e o alto poder de ataque e bloqueio da Ana Patrícia, formam uma dupla brilhante e que conta ainda com a juventude e uma estrutura de trabalho através de suas parcerias e patrocinadores. Representar o Brasil nos jogos olímpicos é sem dúvidas um feito memorável para essa jovem dupla.” 

Rebecca e Ana Patricia jogam como equipe desde 2017 e iniciaram em Fortaleza (CE), buscando melhores resultados como dupla brasileira. No desempenho individual, a cearense Rebecca recebeu a premiação de Revelação do Circuito Banco do Brasil 2011, já a mineira conquistou o Melhor Bloqueio do Circuito Brasileiro 2017/2018 e 2018/2019. Entre os principais resultados, juntas somam mais de cinquenta títulos.

Torcida

“Todas as expectativas são criadas para elas! Espero e acredito que elas serão ouro, mas não dando, com certeza alguma medalha elas trazem pro Brasil” 

Hariana Celestino, 32 anos, educadora física.

“Se continuarem com este ritmo tem chance de medalha.” 

Luiz Gonzaga, 57 anos, aposentado.

“Acho que a dupla Rebeca e Ana Patrícia entra como uma das favoritas, mas a principal dificuldade será a pressão psicológica. Esse favoritismo já mostrou, em olimpíadas anteriores, ser muito prejudicial às equipes brasileiras. Foco total em 2021.”

 Walney Araújo, 52 anos, professor universitário. 

“Torço para que a dupla traga uma medalha para Fortaleza, será um grande orgulho presenciar esse momento.”

 Lia Borba, 34 anos, nutricionista.

“A dupla brasileira merece subir ao pódio, Rebecca precisa mostrar a sua garra nas Olimpíadas.” 

Marília Oliveira, 27 anos, estudante.

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